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9 de fev. de 2015

Fluminense 100%



Tricolores do Céu e da Terra. Finda a terceira rodada, o Fluminense é o único com 100% de aproveitamento. 


Levou gol em todas as partidas, mas está mostrando um bom toque de bola, muita garra, especialmente dos mais jovens, e capacidade de reação. Ainda é muito cedo para fazer prognósticos, mas, pelo que apresentou até agora, o time está bem, considerando que se trata de um time novo e que o Fluminense perdeu, não pode manter ou dispensou a maioria dos seus jogadores mais antigos.


Cristóvão armou o time num 4-5-1 (4-2-3-1), onde o meio campo avança e recua em bloco. Permanece, porém as falhas da defesa que vem sendo constantes nos dois últimos anos. Gum ainda não tem previsão de volta, mas já tem previsão de voltar a treinar. Se a previsão do DM se concretizar, Gum volta a treinar nesta semana: “O Gum se recuperou bem da cirurgia dele, o peso já está próximo do normal e ele deve voltar a treinar na próxima semana. Ele tem apresentado uma evolução muito boa e esperamos que o mais breve possível ele esteja em campo novamente” [1]. Com Gum e Henrique, a zaga fica mais segura. Inclusive, foi a melhor dupla de zaga que tivemos no ano passado. Vamos aguardar e torcer para que o Gum se recupere logo, pegue ritmo de jogo rapidamente e se entrose bem com o Henrique.


Chamou-me muito a atenção, o trabalho que os “times pequenos” vêm dando aos grandes. Fluminense x Bangu foi um jogo de alto nível, corrido e disputado o tempo todo, com o destaque para o goleiro Márcio do Bangu, que fez extraordinárias defesas. Entretanto, de acordo com a Imprensa Paulista, o Campeonato Carioca vem sendo considerado de baixo nível, com comentários de que “os pequenos nunca foram tão pequenos”. Não poderiam estar mais longe da verdade, não humilde opinião deste que vos escreve. Tigre x Vasco também foi um bom jogo com um golaço de placa de fora da área do Rafael Silva.


Voltando a Fluminense x Bangu, nosso adversário treinou muito a bola parada. Seus dois gols saíram desse jeito, sendo que o primeiro foi mal anulado. A cobrança de falta do Almir foi perfeita, comentada pelo Juninho Pernambucano – um especialista com 75 gols de falta em sua carreira.


A conclusão que chegamos é que não existe mais time bobo. A tecnologia está barata e acessível a todos para analisar estatísticas, posicionamento dos jogadores em campo (GPS) e análises táticas em “vídeo-tape” (não é mais armazenado em fita, mas o termo permanece). Com isso, os treinadores têm mais e mais acesso a informação e descobriram que os “times pequenos” sofriam muitos gols de bola parada e faziam muitos poucos, valendo-se somente dos contra-ataques em velocidade para surpreender os grandes. Isso acabou. Bola parada é fundamento e fundamento se treina. Foi o que o Bangu fez. Treinou o posicionamento da defesa para não levar gols de bola parada, treinou o fundamento de provocar a falta perto da grande área (certamente contavam com o Diguinho para cometê-las) e treinaram a conclusão de bolas paradas. Cobranças de falta diretas para o gol e alçadas na área para conclusão por cabeceio.

Os Grandes que cuidem.


ST

[1]http://www.fluminense.com.br/site/futebol/2015/02/06/doutor-douglas-santos-explica-situacao-medica-de-wagner-e-gum/

14 de ago. de 2014

Pimpão está para o Fluminense, assim como Cabañas está para o Flamengo

Tricolores do Céu e da Terra. Os adjetivos ridícula, vergonhosa, pífia e humilhante são insuficientes para descrever a derrota histórica que o Tricolor sofreu ontem, em pleno Maraca. Sem desmerecer o América de Natal, o Fluminense levou o primeiro gol num chute de rara felicidade do lateral direito Marcelinho, contando com uma boa parcela de culpa do Cavaliere. O chute foi muito forte, mas foi no meio do gol. Era defensável. O mesmo Cavaliere falhou miseravelmente no terceiro gol, quando foi dar uma "pixotada", não achou a bola e quando olhou para trás, a bola já estava no fundo da rede. Será que ele vale os R$ 500.000,00 por mês que está pedindo para renovar com o Fluminense? O Cavaliere de 2012, com certeza, vale, mas o de 2013 e 2014 está deixando muito a desejar.

Sem Henrique e Gum, a zaga trouxe saudades do Euzébio. Os dois zagueiros tiverem desempenho catastrófico. Fabrício estava sendo vaiado antes mesmo do quinto gol. Elivélton estava tão perdido quanto cego em tiroteio. Ambos comprometeram o desempenho do Valência, que não estava tão mal. Caso o Diguinho estivesse em condições de jogo, valeria a pena improvisar o Valência como zagueiro, junto com o Henrique, que deverá estar em condições de enfrentar o Botafogo, do que arriscar com o Elivélton ou o Fabrício. Talvez seja necessário mudar o esquema tático para três zagueiros, com o Valência atuando como líbero e colocando mais um volante, no caso o Edson ou o Rafinha. Infelizmente, o Sóbis ou o Wagner teriam que sair, porque não dá para imaginar o time sem Conca e Cícero em campo.

Enquanto escrevia este post, recebi a informação de que o Fluminense pretende contratar mais um zagueiro para substituir o Gum, que só voltará a jogar no ano que vem. Nada foi falado sobre um atacante de velocidade. A janela de transferências fechou-se, o Nem não veio e, agora, só podemos contratar jogadores jogando na Série B ou jogadores da Série A que não tenham completado 6 jogos. Também é bem possível que o Martinuccio volte para o Flu, caso o Coxa não consiga recuperá-lo da lesão. 
Até temos um atacante de velocidade: o Biro-Biro. Porém, ele não nos serve enquanto continuar perdendo gols feitos dentro da pequena área. Enfim, o elenco é esse e não deverá haver mudanças.

Voltando ao vexame de ontem, alguém precisa ser responsabilizado. Isso não pode ficar sem resposta. Não é possível alegar que o time estava irreconhecível ou que houve um apagão, uma vez que tais ocorrências, vêm ocorrendo com relativa frequência. O vexame deixou claro e irrefutável o seguinte fato: nenhuma vantagem é grande demais para o Fluminense. Quantas vezes já vimos o Fluminense ceder um empate após abrir dois gols de vantagem ou de levar uma virada, porque o time vai recuando, ficando acuado e sem capacidade de contra-atacar. A declaração do presidente do Fluminense foi a seguinte: "Hoje foi um sinal de alerta muito forte. E se não entendermos esse sinal e não conseguirmos consertar o que erramos, podemos correr riscos nos Brasileiros. Amanhã pensaremos com muito carinho sobre o que aconteceu hoje"
 
Sr. Presidente, estás em qual planeta? Pensar com carinho? O Sr. acha que os jogadores merecem carinho pelo que produziram ontem? Uma multa não seria mais adequada? Onde está o "bom senso" dos jogadores agora? O bom senso está restrito somente aos direitos? Perdemos a chance de conseguir mais um título nacional e uma zaga para a Libertadores e o Sr. acha que será com "carinho" que a situação se resolverá? A verdade, Sr. Presidente, é que o Fluminense desperdiçou sua melhor chance de vencer um campeonato importante. Nosso elenco é muito bom para um campeonato de eliminação simples, mas é insuficiente para brigar seriamente pelo título do brasileirão. Não temos reservas para os laterais, somente improvisações. Não temos reserva a altura para o goleiro. Se o Cavaliere não está num bom momento, os reservas, com muito menos qualidade, não estão sequer em condições de vestir a camisa do Fluminense. Nossa zaga titular é razoável, mas os reservas são horríveis. Nossos volantes de contenção não são grandes coisas. O ataque já foi comentado, mas o Rhayner está fazendo falta neste ano. 
O Sr. precisa agir, Sr. Presidente. Carinho não vai resolver o nosso problema.
 
ST

 

26 de mai. de 2014

Washington, vá com D’us e obrigado por tudo

Amigos, Washington César Santos, o Washington que fez a famosa dupla de ataque “Casal 20″ com Assis, morreu ontem, 25/05/14 aos 54 anos. Ele sofria de esclerose lateral amiotrófica, uma doença degenerativa.

Washington fez 120 gols em 303 atuações pelo Tricolor. Um dos mais bonitos que eu presenciei foi sobre o Vasco em 87.  O time do Vasco era melhor. Mas, o Flu saiu na frente com Washington abrindo o placar. Jandir cruzou para área, a bola ficou viva na pequena área e Washington, oportunista, colocou para dentro. No segundo tempo, com o Flu todo recuado, uma bola sobrou para Washington no meio do campo. Ele dominou, driblou e deixou o zagueiro no chão. O zagueiro fez a falta agarrando Washington pelo calção, mas este conseguiu se desvencilhar, avançou, driblou um defensor que recuava para tentar tirar-lhe a bola, deixou Acácio no chão duas vezes e chutou colocado para o gol.

Washington foi um centroavante completo. Chutava muito forte e preciso de fora da área, cabeceava bem, colocava-se bem dentro da área para aproveitar as sobras e tinha sempre uma surpresa que ele improvisava com sucesso.
Apesar de ter 1,90m, Washington tinha boa arrancada, além de uma excelente visão de jogo e passe perfeito.

No vídeo abaixo, podemos ver uma amostra dos seus 120 gols.



Washington sempre foi muito querido pela Torcida. Em 2009, já de cadeira de rodas, em decorrência da evolução de sua doença, a Torcida organizou o Washington day.  Milhares de Tricolores, apoiando o time na histórica reação de tiraria o Fluzão do rebaixamento, depositavam qualquer quantia nas urnas espalhadas pelo Maraca para ajudar no tratamento de Washington. Depois de ter recebido o montante da arrecadação, Washington agradeceu o carinho da Torcida, mas fez questão de reiterar que o Fluminense foi sempre correto com ele e que o clube não devia nada a ele, mostrando seu aprimorado caráter.

O link abaixo, mostra a reportagem de Paola Antunes para o TV Fluzão do Washington day de 16/11/2009.

O vídeo é difícil de localizar, porque está com a tag Washungton day 2009

Nobre guerreiro, descanse em paz e distribua autógrafos no Céu.

13 de mai. de 2014

O clássico das diferenças

Bem, é indiscutível que no clássico carioca do último domingo o Fluminense foi bem superior ao Flamengo. A margem que podemos discutir é o porquê dessa superioridade.





Começando pela organização tática do Flu. O esquema montado por Cristóvão Borges no time lembra um pouco a armação de um time de futsal: quando perdem a bola, até o jogador mais adiantado volta para marcar. Em contrapartida, o time do Fla não teve velocidade o suficiente para armar uma jogada antes de o tricolor reorganizar a defesa e compactar a marcação.

Fred comemorando o primeiro gol da partida (Foto: Ricardo Ayres/Photocamera)

Acontece também que o meio de campo do Flamengo não é eficiente. O time não tem velocidade, e nem armação de jogada. Enquanto o tricolor tem Conca e Wagner pelo meio, o rubro negro tenta contar com Mugni (que ainda não mostrou o futebol que esperavam) e Luiz Antonio. Por alguns momentos do jogo, especialmente no fim do segundo tempo, o Flamengo pressionou mais. Mas mesmo assim, o Fluminense ainda era mais organizado. 





Ao sentir essa pressão, inteligentemente, o Cristóvão fez duas substituições no time, Walter e Chiquinho no lugar de Fred e Wagner. Walter tem uma visão espetacular de jogo, e sabe armar contra ataque (fazia isso muito bem no Goiás). E junto à velocidade do Chiquinho, ficou clara que a intensão do time era esperar o erro do Flamengo. Não deu outra: segundo gol do Flu em contra ataque, iniciado por Walter, puxado por Conca, e finalizado por Chiquinho, que correu o campo todo num pique só.





O técnico Jayme de Almeida tentou dar um pouco de velocidade ao time com a entrada do Negueba. Mas pouco funciona um jogador de velocidade se não tem certo entrosamento na equipe. A bola não chega rapidamente da defesa ao ataque, não tem armação eficiente. E contra um time com uma marcação tão compacta e uma saída de bola tão bem treinada, o resultado foi bem desenhado: 2x0 Flu, resultado que além de piorar a situação do Fla na tabela, acarretou na demissão de Jayme. Vamos ver se Ney Franco acha um esquema de jogo para o time. Enquanto Cristóvão, esse já me parece estar num bom caminho.






Texto: Nathália Restier Revisado por: Juan Oliveira

31 de mar. de 2014

Problemas Recorrentes

Tricolores do Céu e da Terra, o Fluminense perdeu para o Vasco, mesmo com a vantagem do empate. E, pasmem, o armador do Fluminense foi o goleiro, Diego Cavaliere. A única jogada do Fluminense foi a de lançar a bola com chutão para frente, rezando para que o Fred conseguisse receber a bola.

Há anos, o Fluminense vem abusando desta jogada, se é que se pode chamar isso de jogada. Entra ano e sai ano, entra técnico e sai técnico, mas o problema persiste. Somente no ano de 2012, talvez pela presença do Deco, Thiago Neves e Wellington Nem, tivemos uma diminuição neste tipo de jogada.

Não é vergonha nenhuma perder para o Vasco. Afinal, clássico é clássico. O problema é perder sem lutar, sem esboçar uma reação, sem atitude e ainda ter que ouvir do Renato Gaúcho que o time foi bem. Nós perdemos a chance de nos igualar em número de títulos estaduais à mulambada e estamos vendo nossa hegemonia de um século ficar cada vez mais distante.

Enquanto isso, a zaga está indo de mal a pior. O erro individual do Gum, que não conseguiu tirar a bola da pequena área, numa disputa de zagueiro contra zagueiro, resultou no gol do Vasco e a eliminação do Tricolor. Não é possível esperar mais. Temos que mudar a zaga. É só alçar a bola na área Tricolor que sai o gol dos adversários. Estamos para ser eliminados da Copa do Brasil por um time que nem na Série D está. Mesmo assim, o Dr.Celso Barros exige a volta do Caetano para trazer novos reforços.
O planejamento do Caetano deu errado em todos os campeonatos que o Fluminense disputou: Estadual, Libertadores, Copa do Brasil e o quase rebaixamento no Brasileirão.

Acorda, Peter.

ST

7 de fev. de 2014

Quanto vale o show?


Neste sábado teremos o clássico mais charmoso do Brasil. O primeiro Fla-Flu do ano já começou antes mesmo da bola rolar. O Flamengo, mandante do jogo divulgou os preços e causou polêmica. O ingresso mais barato para o jogo custará R$ 100,00. Isso mesmo: CEM REAIS. No início da semana o tricolor procurou o Flamengo para que houvesse algum tipo de redução nesse valor, mas a diretoria rubro-negra não atendeu alegando diferenças nos planos de sócio torcedor dos dois clubes. Assim sendo os valores do jogo são esses:

Preços:
- Setor Norte (Flamengo)
Inteira R$ 100 (ST: R$80) / Meia R$50,00 (ST: R$40) / ST Tradição R$90 (meia: R$45)

- Setor Sul (Fluminense)
Inteira R$ 100 / Meia R$ 50

- Leste Superior (Misto)
Flamengo: Inteira R$ 120 (ST: R$100) / Meia R$60,00 (ST: R$50) / ST Tradição R$110 (meia: R$55)
Fluminense: Inteira R$ 120 / Meia R$ 60

- Leste e Oeste Inferior (Misto)
Flamengo: Inteira R$ 150 (ST: R$120) / Meia R$75,00 (ST: R$60) / ST Tradição R$140 (meia: R$70)
Fluminense: Inteira R$ 150 / Meia R$ 75

- Maracanã Mais (serviço incluído)
Flamengo: Inteira R$ 300 (ST: R$250) / Meia R$170,00 (ST: R$145) / ST Tradição R$280 (meia: R$160)
Fluminense: Inteira R$ 300 / Meia R$ 150


A grande questão desse imbróglio entre os eternos rivais é: se com ingressos a R$ 30,00 na maioria dos jogos os estádio estão ficando vazios, imagine com ingressos a R$ 100,00. Pode-se argumentar que se trata de um clássico, de um duelo de grandes equipes onde grande jogadores atuam, mas estamos no campeonato estadual que de uns anos para cá tem se desvalorizado demais. Vamos esperar o scout da partida que trará público presente e pagante além da renda e ver se essa medida dará certo ou não.

20 de jan. de 2014

Vamos com calma. Primeira rodada do Carioca.


Todos sabíamos que os grandes iriam por times reservas no estadual. Até como uma extensão da pré-temporada para os principais jogadores, os times do Rio seguiram o modelo adotado pelo Atlético Paranaense no ano passado que disputou o estadual com o time sub-20. Fluminense e Vasco mesclaram os times. Alguns jogadores e reforços já foram a campo nesta rodada. Já Botafogo e Flamengo, que estão na Libertadores 2014, colocaram equipes reservas em campo.

O resultado dessa medida adotada pelos grandes foram jogos onde os pequenos mostravam mais físico e entrosamento, restando aos grandes depender de lampejos de seus jogadores. O tricolor reapresentava a torcida o argentino Conca. O craque do título brasileiro voltou a defender o tricolor no gramado psicodélico e mal cuidado de Moça Bonita. Uma pena. Em um gramado igualmente horroroso, o fogão B arrancava um empate suado diante do Resende. O Vasco em seus domínios, pois em campo alguns de seus reforços mas não conseguiu superar o Boavista. O único a vencer, apertado é bom que se diga, foi o Flamengo.


Algumas lições já podem ser tiradas dessa rodada: A primeira é que esses times que entraram em campo em nada se parecem com os times que terminaram a temporada passada. E nem serão o que os clubes apresentarão como “o que tem de melhor” para o restante da temporada. A segunda é que cada vez mais os torcedores estão se distanciando dos estádios nos estaduais. Se ano passado tivemos recordes negativos na presença do público no cariocão, esse ano tem tudo para igualar ou superar essa marca negativa. E a terceira é que os poucos que vão aos estádios estão cada vez mais sem paciência com seus clubes. Os torcedores de Vasco, Botafogo e Flamengo, por exemplo, vaiaram alguns personagens de suas equipes. Vamos com calma, torcedores. Ainda é cedo para se fazer um julgamento preciso. Não se empolguem demais nas vitórias e nem se decepcionem demais nas derrotas. Vamos com calma. 

16 de jan. de 2014

Dúvidas e mais dúvidas: Mercado da Bola no Rio de Janeiro.


A temporada regular do futebol brasileiro para os grandes cariocas começa neste fim de semana, com os estaduais. Após um curto período de pré-temporada o Cariocão 2014 é encarado por muitos como sequência da pré-temporada, onde os times farão mais alguns ajustes para os maiores desafios da temporada.

Neste meio tempo de férias e pré-temporada, o que mais chamou a atenção foram os bastidores dos clubes que estiveram bem movimentados. Chegadas e saídas, especulações e cavadas foram e são comuns nesse período. Alguns dizem que reforços estão chegando para os clubes. Muitas opiniões são dadas a respeito das contratações dos grandes... A maioria dos nomes que estão chegando aos times do Rio não vem em alta, como se diz no futebol. Alguns são até jogadores que foram rejeitados em seus antigos clubes. Até pelo momento financeiro vivido no país, os clubes tem apostado em soluções baratas para suprir as várias carências de seus elencos.

O campeão da copa do Brasil 2013 começou 2014 anunciando um velho conhecido da torcida: O meia Everton volta ao clube após boa temporada pelo Atlético-Pr. O jogador foi campeão brasileiro pelo clube. Ele chega para compor o combalido setor de criação do meio de campo rubro-negro. Além dele, o volante Feijão chega ao time emprestado pelo Bahia, que em troca recebeu o atacante Rafinha. O mais recente reforço do mais querido é  Lucas Mugni, de 22 anos que vem do Colón Santa Fé-ARG .

Alguns nomes mais conhecidos do grande público também chegaram. São os casos de Elano, ex-Grêmio, e Alecsandro que rescindiu com o galo. Ambos saem de seus antigos clubes em baixa, como reservas, mas já tiveram passagens destacadas e podem render algo a mais na Gávea. As despedidas ficam por conta de Adryan, que foi jogar na Itália, Marcelo Moreno, devolvido ao Grêmio e a maior baixa: Elias. Os portugueses do Sporting-POR não chegaram a um acordo com o time rubro-negro e até aqui ele deixa o Rio de Janeiro.

Rebaixado no campo e em meio à polêmica com a Portuguesa e o STJD, o Fluminense parece não estar interessado a gastar mais dinheiro na janela de verão. Desde o fim da temporada passada o meia Dario Conca estava acertado com tricolor. O meia que praticamente carregou o time nas costas na campanha do título brasileiro de 2010, está de volta. Walter, sensação do Goiás na temporada passada, chega para o ataque. Talvez seja a solução para as ausências de Fred, que vive ás turras com lesões. Chiquinho, meia ex-Ponte Preta também foi apresentado. Além deles, outro velho conhecido da torcida também está de volta ao comando do time: Renato Gaúcho. O treinador comandará pela quinta vez o Fluminense e já terá um grande desafio pela frente: manter o time tranquilo, pois devido aos episódios no tapetão o time será muito visado em campo. Mas o setor mais criticado do time, a defesa, ainda não viu nenhuma contratação. E pelo visto, nem verá!

O Gigante da Colina mais uma vez passa por uma grande reformulação. Mais uma vez rebaixado, a segunda vez em cinco anos, o time procura alternativas no mercado e vai montando seu elenco para a disputa da temporada. Dos jogadores que chegaram a São Januário podemos chamar de reforços o goleiro Martín Silva. O arqueiro defendeu o Olímpia-PAR na última temporada. Além de ter jogada a Libertadores, atuou diversas vezes com a seleção uruguaia. Com ele vieram o volante Aranda, o zagueiro Rodrigo, os laterais André Rocha, Marlon e Diego Renan e o atacante Everton Costa. Todos trazidos por Rodrigo Caetano que também regressou ao clube nesta temporada.

Depois de 18 anos o Botafogo está de volta a Copa Libertadores. Tendo este panorama a frente o time de general Severiano foi ás compras no mercado da bola. Mas qualquer jogador que chegue não suprirá a grande perda do time da estrela solitária: o holandês Seedorf pendurou as chuteiras e se foi para Milão, comandar da área técnica do time rubro-negro. Junto com seu camisa 10, o alvinegro perdeu Oswaldo de Oliveira, para o Santos. Para compor a equipe chegaram 3 volantes: Rodrigo Souto, Hygor , Bolatti e Airton, os laterais Anderson e Alex. Para o ataque Ferreyra El Tanque foi contratado. E para comandar o elenco Eduardo Hungaro, auxiliar na temporada passada foi efetivado.


Mais uma vez os times do Rio começam com muitas novidades. Algumas chegam sim como reforços. Jogadores que chegam com status de titular e que solucionaram os problemas do time. Mas em sua maioria, os jogadores que chegam a cidade maravilhosa chegam como dúvidas. Pontos de interrogação. Será que ele justificará a aposta ou será esquecido no elenco? Dúvidas e mais dúvidas que começaram a ser solucionadas a partir desse fim de semana, quando esse pontos de interrogação entrarem em campo.

17 de dez. de 2013

Rebaixado pelo regulamento, salvo pelo regulamento



Tricolores do Céu e da Terra, ninguém nega que o Fluminense fez feio no BR-13. Ninguém nega que os jogadores não jogaram nada, desde que conquistamos o BR-12. Ninguém nega que a diretoria cometeu erros crassos que prejudicaram o Tricolor.

Entretanto, o Fluminense está sendo demonizado pela Imprensa. A Imprensa conseguiu criar mais uma injusta mancha no pavilhão Tricolor, com aquela estória com o Tartá em 2010. Invariavelmente, os comentários dizem que a regra não foi cumprida em 2010 para beneficiar o Fluminense e, agora, está sendo cumprida para beneficiar o Fluminense. Não sabem sequer do que se trata, só ouviram falar que o Tartá jogou irregularmente e não foi punido. Pasmem, mas há comentários de cruzeirenses sugerindo que o Cruzeiro vá à Justiça para reivindicar o título de 2010.



Esclarecendo, em 2010, o Tartá veio com dois amarelos do Atlético Paranaense para o Flu. Levou mais um e cumpriu a suspensão. Depois, teve mais dois. O STJD entendeu no julgamento do Duque de Caxias que trocar de clube zera os cartões. Portanto, o Tartá teria sido escalado irregularmente, quando levou quinto cartão no campeonato, mas o terceiro com a camisa do Fluminense. Neste caso, o Fluminense deveria ser punido por excesso de zelo, porque não relacionou o jogador quando este levou o primeiro amarelo, pelo Fluminense, 3º no campeonato.



Vejam o que diz o artigo abaixo:

Art. 48 - Nos casos em que um atleta seja transferido de um clube para outro na mesma competição, serão levados pelo atleta os seus cartões amarelos e/ou vermelhos não zerados.



Portanto, se o STJD entendeu diferente com o DCX, entendeu errado. O que não pode, é o erro ser propagado para o Fluminense, que agiu certo.



Esclarecido o caso do Tartá, vamos ao caso atual:



Em campo, o Fluminense terminou o BR-13 com o mesmo número de pontos que o Criciúma, ou seja, 46. Neste caso, por que o Fluminense cairia e o Criciúma permaneceria na série A? Pelo saldo de gols, o Fluminense deveria permanecer (-4) e o Criciúma cair (-14). Mas, o critério para desempate foi o número de vitórias (12 e 13 respectivamente). Quem definiu isso? Foi sorteio, purrinha, ou o bicho do dia? Resposta: foi o regulamento geral das competições. Pelo regulamento, o Fluminense deveria cair e não pelo que fez ou não fez em campo. Ninguém reclamou do regulamento que rebaixou o Fluminense, afinal, por causa de uma vitória, um único número na tabela, o Fluminense seria rebaixado e o Criciúma ficaria na série A. Quando a Mídia anunciou a queda do Fluminense, com bastante satisfação – diga-se de passagem – o regulamento tinha que ser cumprido. Se o Fluminense tivesse tentado “trocar” o critério de desempate de número de vitórias para saldo de gols, todos diriam “DURA LEX, SED LEX”. Cumpra-se o regulamento doa a que doer. E, realmente, doeu. Zoações surgiram de todos os meios: e-mails, facebook, twitter, SMS, Whatsup App, comentários nos blogs e nas reportagens. Todos estavam em júbilo pela queda do Fluminense. Não é surpresa, porque a queda de um valoroso repercute mais do que a vitória dos medíocres.

Mas, surge, então, o caso dos jogadores da Portuguesa e do Flamengo. O que fez a Mídia? Disse ela que a regra era para ser cumprida ou disseram: “tadinha da Portuguesa” e “sacanagem com o mengão”. Disseram mais: “Virada de mesa”, “Tapetão”, “Paguem a Série B”, “Perderam em campo”. Isso foi o que disseram.

Demonizaram o Fluminense, fomentaram ódio e se dizem isentos. Como se não existisse corrupção na Imprensa.



A grande verdade é que o mesmo regulamento que determinou o rebaixamento do Fluminense, foi aplicado para punir a Portuguesa e o Flamengo. Se com a aplicação das penas previstas no regulamento, os dois clubes ficaram abaixo do Fluminense, na tabela, isso não é problema do Fluminense. Assim como, não é problema do Criciúma que o critério de número de vitórias o tenha favorecido e prejudicado o Fluminense.



Peço a todos os torcedores que reflitam a respeito do ocorrido e que abandonem o ódio, porque nada justifica o comentário de um torcedor postado no site Globo Esporte:




Senhores membros da Imprensa: cuidado para que o sangue da violência que vocês estão fomentando não respingue em vossas faces.

9 de dez. de 2013

Fluminense, rebaixado, quebra mais um tabu



A pífia campanha do Fluminense em 2013 teve um final previsível. O rebaixamento do campeão de 2012, quebrando mais um tabu: foi a primeira vez que um campeão do Brasileirão foi rebaixado no ano seguinte.

Já se fala numa barca com vários jogadores a serem dispensados. O problema não está só nos jogadores. Colocar a culpa neles é tapar o sol com a peneira.

Em primeiro lugar, é necessário demitir o Caetano, responsável pelo planejamento do Futebol. Ninguém paga R$ 400.000,00 por mês para alguém planejar o rebaixamento do time.

Em segundo lugar, TODO o DM e preparação física deverão ser demitidos. Os jogadores do Fluminense se lesionam e ficam parados mais do que o dobro da média dos outros clubes. O Valência praticamente não entrou em campo em 2013. Lembram do Araújo? Era reserva, entrava para jogar um tempo. Sempre que jogava, se lesionava. Foi para o Náutico e jogou quase todos os jogos como titular.

Em terceiro, alguém tem que dar um jeito no Celso Barros. Se ele quer ser o presidente do Clube, que vá às urnas. Não dá para aceitar que ele fique com os dedos nos cordéis manipulando presidentes marionetes. Celso Barros interfere demais no executivo do Fluminense e seus desmandos contra as decisões da diretoria custaram caros ao Flu. Isso sem falar no pouquíssimo reforço financeiro para 2013. O grosso foi para o Felipe (ordem do C.B.) que era tragédia anunciada. Qual o sentido em vender o Nem que não ganhava nem 100.000 para ficar com o Felipe a 300.000? O Nem não queria sair. Só queria que aumentassem o salário dele. O Siemsen disse que era hora de vender o Nem. Errado! O Nem estava em baixa quando foi vendido. Estava numa fase ruim quando foi. Se tivesse ficado e não se lesionado (grande e enorme SE), teria melhorado e não teríamos passado qualquer dificuldade. Outro erro estratégico, foi ter vendido o Thiago Neves para receber um milhão, porque o resto era da Unimed. Sem ter recebido o dinheiro do Nem (penhorado), não era para ter vendido mais ninguém. Por que vender, se não irá receber. Com a aposentadoria do Deco (poderia ter sido na Copa das Confederações), ficamos sem um armador sequer. Sem armador, não há jogadas criativas.

Finalmente, o Fluminense vai fazer agora a faxina que deveria ter feito ao término do BR-12: Digão, Anderson, Euzébio, Diguinho, Felipe (não deveria ter vindo), Fábio Braga, Edinho, Wellington Silva, Rhayner e outros serão dispensados e outros emprestados. Sou contra a saída do Edinho. Euzébio tem contrato até o meio do ano. É só não renovar. Não tem por que pagar multa rescisória. Saberemos amanhã 10/12. Aparentemente, o Wagner fica. Não consigo entender. Um jogador caro com um retorno muito baixo.

Que venha 2014 e que ganhemos tudo o que pudermos.

Os: o meu PFC será cancelado. Ver jogos em campos de várzea e em baixa definição é dose para leão.

17 de out. de 2013

Ano perdido

Tricolores do Céu é da Terra, o ano de 2013 ficará marcado na História do Fluminense F.C. como o ano perdido.

Nosso desempenho foi abaixo da crítica em tudo que disputados: Carioca, Libertadores e Brasileirão.

No campo político, nosso presidente foi um desastre e deverá pagar a conta nas próximas eleições. Enquanto o Corinthians receberá um estádio padrão FIFA pago com dinheiro público, o Fluminense sequer conseguiu o terreno para a construção do CT. Enquanto o Flamengo conseguiu permanecer na Timemania e receber dinheiro público da CAIXA, o Fluminense fica refém do Celso Barros, que além de presidente da patrocinadora, é o verdadeiro presidente do Fluminense. É ele quem decide sozinho, quem será contratado, quem não renovará, quais os garotos da base que devem ser vendidos e quais podem ficar. É impossível gerenciar um clube com este nível de interferência. 
A Adidas fechou contrato com o Flamengo. Só tem material do Flamengo nas vitrines das suas lojas e o Fluminense aceita isso, passivamente. Não é possível que na última renovação de contrato, não tenham exigido uma cláusula de exclusividade no Rio de Janeiro. O Peter Siemsen é advogado. Presume-se que tenha estudado Direito ou, pelo menos, frequentado as aulas. E, o Fluminense, tem um assessor jurídico.
A diretoria foi inábil ao negociar com a Receita Federal. Errou, de cara, em não envolver a Imprensa e as torcidas organizadas, que deveriam fazer manifestações diárias e pacíficas na porta da Procuradoria Geral da Fazenda do RJ. Quando se manifestaram, foi muito tarde. Somente em 27/08. Menos de 100 pessoas e nenhuma bandeira da Young Flu, da Jovem Flu ou da Garra Tricolor. Vejam a reportagem do Lancenet em http://www.lancenet.com.br/fluminense/Funcionarios-torcedores-Fluminense-protestam-Procuradoria_0_982101923.html
Resumo da ópera: vendemos o Nem e o Thiago Neves, mas o dinheiro ficou bloqueado[1]. Existem rumores de que o W. Nem teria sido vendido por pressão do Celso Barros. É certo de que ele não queria ir. Ele só pediu para aumentar o salário dele. Nada mais justo. Quem paga 300 mil para o Felipe[2], poderia pagar 200 para o Nem, ou mesmo, os mesmos 300. O Nem estava numa fase ruim, mas a fase não perduraria para sempre. O Thiago Neves não estava jogando muito, mas, no ano passado cumpriu uma função tática primordial. Quando o Bruno ou o Carlinhos subiam e perdiam a bola, o Thiago voltava para apoiar na marcação dos flancos. Hoje, quando recuperamos uma bola, é chutão para frente e posse de bola para o adversário. No ano passado não era assim: quando os laterais, volantes ou os zagueiros, que por sinal estão exatamente no mesmo nível que estavam no ano passado, recuperavam uma bola, o Thiago Neves estava por perto para recebê-la. Ele, então, ligava corretamente com o Fred, Nem, Sóbis ou outro jogador em condições de puxar o contra-ataque. Foi assim que vencemos vários jogos. Mas, ninguém lembra o ator coadjuvante. Parece que ninguém percebeu, que o time titular é o mesmo do ano passado, com exceção das saídas do Thiago e do Nem. O Thiago foi mal aproveitado pelo Abel. Ao invés de colocá-lo como meia armador (o Deco não jogou a maioria dos jogos), foi escalado como meia atacante, no primeiro tempo pela direita e no segundo tempo pela esquerda. Tudo isso, com a obrigação de voltar para marcar. Aja fôlego, gente. O cara corria mais do que lateral.
Sem craques e sem dinheiro, sobrou a garotada de Xerém. Juntou a fome com a vontade de comer. O Luxemburgo nem precisa de negociatas espúrias típicas de sua carreira. Está tudo negociado com a diretoria e o Celso Barros. Os garotos da base são expostos nos jogos, alguém aparece e o Fluminense vende.
Não é assim que se faz as coisas. O certo é escalar no máximo dois jogadores inexperientes, de cada vez. Hoje, a esperança contra o rebaixamento está nos pés do Biro-Biro, Rafinha e mais alguns garotos.
Não poderia ficar de fora desta postagem o erro estratégico no planejamento de 2013.
Erraram ao manter o time todo. O ciclo do Euzébio, Anderson e também do Gum deveria ter sido encerrado no final do ano passado. Mesmo bicampeã, a zaga era muito questionada. Não atuou bem no ano passado. Se o Cavaliere não tivesse fechado o gol, não teríamos sido campeões, mesmo com o meio para frente sensacional que tínhamos. Três zagueiros tinham que ir embora. Ou os três acima citados, ou se colocava o Digão na barca e se mantinha o Gum como reserva. Dois zagueiros que saibam tocar a bola tinham que ter sido contratados. Erro crasso do Abel e do Caetano. Outros detalhes também precisam ser discutidos: 
1) Como podem preferir o Wagner ao Martinuccio? Hoje, no 3-5-2 o Martinuccio seria o cérebro do time. O Wagner não mostrou condições de jogar como armador. Hoje, o Fluminense não tem armador.
2) Não deveriam ter aceito o apelo do Fred para renovar com o Diguinho. Na ocasião, eu até achei que era válido, porque seria um reserva razoável para o Jean. Contudo, o que ficou provado é que o Jean, após ter sido convocado para a Seleção e sem um reserva a altura para competir com ele, ficou acomodado e não está jogando nada. Os comentaristas da Rádio Globo dizem que "é tão normal o Diguinho levar um cartão amarelo, quanto escovarmos os dentes após as refeições". Quantas vezes, o Diguinho roubou a bola (a única coisa que ele sabe fazer), errou o passe (proporcionando o contra-ataque do contra-ataque), parou a jogada fazendo falta próximo à grande área e levou o cartão amarelo. Pior, quantos gols levamos assim?
3) Reforços: Com exceção do Rhayner (que por sinal está um horror em campo), os reforços foram inúteis e prejudiciais ao Fluminense. Felipe foi dinheiro jogado no lixo e dado descarga. Wellington Silva foi um desastre. Corre muito, mas não acerta os cruzamentos e defende muito pior do que o Bruno.
4) Retornos do Tartá, Fernando Bob e Martinuccio: Sem Deco, Nem e Thiago Neves, o Tartá seria uma boa opção. Fernando Bob não teria vaga no time, porque joga na mesma posição do Fábio Braga. Fernando Bob joga tanto de primeiro como de segundo volante sem comprometer. Em 2010, aquela péssima atuação ocorreu porque o Murici o colocou como lateral esquerdo, quando deveria ter colocado o Marquinho. Do Martinuccio, já falei. 100x ele, do que o Wagner. Se era para emprestar alguém, que fosse o Wagner. Os três foram emprestados para dar lugar aos jogadores da base que não estão correspondendo e nem poderiam.
5) Renovação do DM e preparação física: o DM do  Fluminense é o pior do Brasil. Corremos o risco de quando o Fred voltar o Fluminense já estar rebaixado. Ou, quando ele voltar, o time pode já ter conseguido os 47 pontos. Enfim, o DM não recupera ninguém. O Valência está sem condições de jogo, há mais de um ano. O Marcos Jr. não conseguiu a metade da forma física do ano passado. Lembram do Araújo? Era reserva do Rafael Moura, que era reserva do Fred. Quando o Araújo entrava, jogava menos do que um tempo de jogo e saía lesionado. Foi para o Náutico e jogou o restante do campeonato como titular. Se o DM e preparação física do Náutico conseguiram manter o Araújo em condições de jogo, por que os do Fluminense não conseguem?
6) Abel perdeu o controle do time. Whiskey demais, Poker demais e treino de menos. No primeiro jogo da Libertadores, a comemoração foi feita virando a noite jogando Poker. Mesmo tendo treino regenerativo no dia seguinte e viagem de volta para jogar o Carioca no final de semana. Total irresponsabilidade. E o Poker com Whiskey no AP do Fred? Quando o Fred, TN e mais alguns estavam sem condições de jogo, reuniram-se na casa do Fred para assistir ao jogo, com birita e Poker. Álcool acelera o processo de recuperação de lesão? Só no Fluminense. Tudo que os jogadores faziam de errado, o Abel passava a mão na cabeça deles. Numa coisa ele teve razão: a troca de técnico deveria ter sido feita após a perda da Libertadores[3].

Sobrou olhar para o fundo da tabela e planejar como ficar fora do Z4.
ST

Referências:

14 de ago. de 2013

O direito de protestar x o direito de trabalhar

Tricolores, ontem, 13/08/13, a torcida do Fluzão compareceu ao treino para protestar contra o desempenho pífio do time. E, não poupou xingamentos aos jogadores. Nem mesmo o Fred escapou. Foi chamado de marketeiro e que só joga pela Seleção. O Edinho foi colocado como o principal responsável pela fase do time, enquanto que o Felipe (pasmem) foi poupado.

No caso do Fred, nada está mais longe da verdade. Fred não comprou ingressos da Copa das Confederações e deu para os funcionários do Fluminense, nem compra cestas básicas para os funcionários que estão com salários atrasados por causa de marketing pessoal. O Fred mudou muito, desde que chegou ao Fluminense. Mudou para melhor.

No meu modo de ver, está até jogando errado ao recuar demais para jogar, uma vez que a bola não chega a ele no ataque. Não vai ser jogando como meia de criação ou meia ofensivo que o Fred vai resolver o problema do Fluminense. Aliás, não é ele quem tem que resolver.

O Edinho foi crucificado, vem jogando mal, mas não pode receber a culpa dos problemas do time.

Não concordo com xingamentos no local de trabalho dos jogadores. Protestar é um direito do torcedor, é válido e saudável, mas o local de trabalho de um profissional tem que ser respeitado. O jogador não pode ser xingado cada vez que pega na bola ou entra em campo para treinar.

Porém, existe um outro lado: Rhayner está lesionado, mas frequenta boites e casas noturnas. Pergunto: isso influi na recuperação dele? O Wagner foi xingado, porque foi flagrado, pelo menos uma vez, bebendo Chopp antes do treino. Álcool é compatível com atletas de alto nível? Também disseram que o Euzébio está bebendo muito. Se a resposta para todas as perguntas acima for SIM, faz-se necessário encontrar um meio termo entre o direito de protestar e o direito de trabalhar dos jogadores.

A verdade incontestável é que o Fluminense está vivendo das glórias dos últimos anos. O time precisa cair na real. O campeonato brasileiro de 2012 já acabou e o Fluminense está muito mal no de 2013.

O Luxemburgo ainda não percebeu que o problema não está nos jogadores, individualmente, mas no conjunto. Não há disciplina tática. O time não joga compacto.  O problema maior não está na defesa, mas no meio de campo.

Para piorar as coisas, uma derrota hoje para o Corinthians é quase certa. O próprio Pato, já contabilizou os 3 pontos do jogo de hoje, na entrevista que deu no último domingo. Muito deselegante e desrespeitoso da parte dele. Vamos ver se os jogadores do Fluminense resolvem fazer algo a respeito da declaração do Pato, em campo.


12 de jul. de 2013

O Direito de Torcer

Prezados, normalmente escrevo sobre o elenco do Fluminense, sobre os resultados ou sobre algum aspecto dos bastidores do Tricolor. Entretanto, o assunto de hoje atinge a todos os torcedores e pode acabar de vez com a paixão pelo Futebol.

Como já foi amplamente divulgado pelas mídias, o Fluminense fechou com o consórcio Maracanã S/A, para que o Tricolor mande seus jogos no Maraca. O Fluminense tem direito a 43.000 ingressos, nos jogos em que for mandante, que poderão ser vendidos ou cedidos pelo critério exclusivo do Clube.

Os demais ingressos custarão R$ 100,00 a R$ 250,00 e farão parte da renda direta do consórcio Maracanã S/A. Arrecadação com  estacionamento, bebidas, comida e lojas, (exceto a loja oficinal do Fluminense, que terá uma filial dentro do Maraca) é grana toda para o consórcio. Nada para o Flu.

Resumo da ópera: o Fluminense continua sem estádio.

O que os demais torcedores têm a ver com isso? Afinal o título desta postagem não é: "O Direito de Torcer"?

O problema, amigos, está nas regras que o consórcio Maracanã S/A quer impor a todos os torcedores. 

1) Nada de bandeirões com bambus
2) Proibido torcer de pé
3) Proibido instrumentos de percursão

Como é que é? Não teremos mais nossas bandeiras, não haverá mais batuque e não tem uma área para a torcida se organizar e levantar a galera? Jogar em casa não será mais vantagem?

Sem batuque, não tem ritmo e música para embalar o time. Sem bandeiras, perdemos nossas referências.

Símbolos são importantes. Quando a moral cai e a estamos sem esperança, não é para a bandeira da nossa nação que olhamos para tirar forças? Não são as bandeiras junto com o ritmo dos tambores que levantam a torcida e que por sua vez transfere milagrosamente a energia necessária aos jogadores para mais um esforço capaz que transformar a derrota em vitória?

Como estes porcos imundos e corruptos se atrevem a nos cercear do nosso direito de torcer? Como uma corja de ladrões e imorais pode se achar no direito de regrar alguma coisa, quanto mais a maneira que expressamos o amor pelo nosso time?

Se fizerem isso no Maracanã, podem fazer em qualquer estádio. O espetáculo fabuloso do futebol vai se transformar num teatro de marionetes. Temos, todos, que fazer a nossa parte e lutar contra esta incessatez.


27 de mai. de 2013

Rumo ao Penta

O Fluzão estreou com vitória no Brasileirão 2013. Mesmo com um time misto, conseguimos vencer o "Furacão" que veio com tudo para cima da gente. O Furacão não se intimidou com o caldeirão que a nossa torcida esquentou no Moacyrzão, em Macaé. Como o Tricolor está em todas as terras, a presença da torcida local foi fundamental para incentivar o time.

Não foi fácil, mas este é o Fluminense que desejamos. Aquele que mesmo sem jogar bem, aproveitas as chances que tem e decide. Os destaques foram o goleiro Ricardo Berna e os atacantes, Rafael Sóbis e Samuel. Os que não atuaram bem foram dos de sempre: Felipe e Diguinho. Felipe simplesmente não acerta nada no Fluminense. O garoto Eduardo é mil vezes melhor e deve ter mais chances. Já o Diguinho manteve a sua média de um cartão amarelo por jogo, apesar do de ontem ter sido exagerado e injustificado. Diguinho sente a falta de ritmo, fica perdido em campo, mas pasmem, deu bons passes, inclusive a assistência que resultou no pênalti.

Mesmo não querendo sair do foco do jogo de ontem, não tem jeito, porque a Libertadores é o nosso objetivo maior. Protanto, com relação à Libertadores, o fato do Thiago Neves ter treinado normalmente e a entrada do Rhayner no segundo tempo, ontem, leva-nos a imaginar que o Abel deverá iniciar a partida de quarta-feira com: Cavaliere, Bruno, Digão, Euzébio e Carlinhos. Edinho, Jean, Nem, Wagner e Thiago Neves. Fred. Jogaremos no 4-5-1, com o Thiago Neves iniciando no lugar do Rhayner, mas tendo a responsabilidade de cobrir o Carlinhos nos contra-ataques adversários. O time embarca hoje para Assunção e será como a torcida falou ontem: Quarta-Feira é guerra.

Saudações Tricolores.

8 de abr. de 2013

Garotada de Xerém Colecionando Títulos Importantes



Os meninos de Xerém estão demais. Depois de vencerem um título mundial, no Catar, o time Sub-17 do Fluzão, mesmo com um jogador a menos desde os 19 minutos da etapa inicial, venceu o Internacional - RS e sagrou-se campeão da Copa Rio de 2013, um torneio equivalente à uma Copa do Brasil. 

Novamente, o herói da conquista foi o goleiro Lucas Fritz que pegou 2 pênaltis após um empate sem gols no tempo regulamentar.


Parabéns aos jovens guerreiros e à diretoria Tricolor por ter transformado Xerém em uma fábrica de craques.

Que venham os títulos também do time principal.


22 de mar. de 2013

Centro de Treinamentos do Fluminense torna-se realidade

Tricolores do Céu e da Terra! Tricolores vivos e mortos! Finalmente, nosso CT saiu. Dentro de 40 dias começarão as obras do nosso CT, na Barra, terreno cedido pela Prefeitura do Rio de Janeiro. E, olha que o prefeito é Vasco!

Há quantos anos esperamos pelo CT? O Muricy chegou e pediu. Saiu, alegando falta de estrutura e ratos no vestiário. Em 2009, vários jogadores se machucaram, porque o gramado do Estário Manoel Schwartz, onde o Fluminense treina, onde a Seleção Brasileira se apresentou pela primeira vez, onde nasceu o Futebol do Rio de Janeiro e que contagiou o restante do Brasil, estava repleto de buracos. Teve jogador que parou por três meses, devido às lesões com os buracos do campo.

Quanto o Fluminense evoluiu e em tão pouco tempo. Nos anos 90 estávamos na terceira divisão. Quando o século virou, voltamos à Série A, ganhamos uma Copa do Brasil, fomos vice campeões da Libertadores e da Copa Sulamericana (LDU, pode esperar. A tua hora vai chegar!), vencemos 2 títulos do Brasileirão, reformamos e renovamos a sede do clube e, agora, teremos o nosso CT.

O que falta agora? Uma arena? Um estádio? Que tal o Maracanã? Mesmo tendo que dividi-lo com a mulambada, não é o Maraca a casa do Flu? Em que outro lugar o Fla x Flu tem o mesmo charme. O Fla x Flu não é o clássico mais charmoso do Brasil? Os turistas não vêm ao Rio para vê-lo? O Mundo inteiro não o acompanha e o noticia? Não, Tricolores. Tendo o Maraca para mandar os nossos jogos, não precisamos de uma arena ou estádio. Com o CT, um dos melhores elencos do Brasil, o melhor patrocinador e a torcida mais bonita do Brasil, só precisaremos pagar as dívidas que impedem que o Fluzão se torne uma das maiores potências do Futebol. Estamos no caminho certo. Vamos em frente.

Saudações Tricolores.

11 de mar. de 2013

Fluminense Campeão Invicto da Taça Guanabara de Juniores

Se o time principal está deixando a desejar, o mesmo não acontece com a garotada de Xerém. Já vencemos a Copa Internacional Al Kass, o mundial sub-17 e vencemos agora o primeiro turno do Campeonato Carioca de juniores (sub-20). 

Apesar de termos a vantagem do empate, parecia que era o time do Fluminense que tinha que correr atrás. O Botafogo pressionou nos 15 minutos iniciais. Depois, só deu Flu. Até pênalti nós chegamos a perder. O único gol da partida saiu aos 30 do segundo tempo, com uma cabeçada fulminante de Zé Lucas. O Fluminense não deixou o Botafogo jogar. Pressionou a saída de bola o tempo todo, induzindo o Botafogo a cometer erros. O time alvinegro começou a ficar nervoso e parava o jogo com faltas, sendo várias punidas com cartão amarelo.

A campanha Tricolor foi fantástica. O time venceu os dois clássicos na fase de grupos 1x0 Botafogo e 3x2 Vasco. Fez 22 dos 24 pontos possíveis. Na semifinal fez um jogo de 8 gols com o Madureira, num empate disputado que há muito não se via: 4x4.


Parabéns, garotada de Xerém. O Fluminense tem a maior fábrica de craques do mundo. Continuem assim e que o time profissional se guie pelo exemplo de vocês.

4 de fev. de 2013

Fluzão na Final da Al Kass International Cup

Saudações Tricoloes: o Fluzão está na final da Al Kass International Cup, um mundial sub-18, envolvendo os jovens dos clubes mais importantes do mundo. 

Os meninos de Xerém estão fazendo bonito. Para chegar à final, eles venceram nada mais, nada menos do que Real Madrid (Espanha) e Milan(Itália). Só tiveram uma derrota na competição. Justamente, o outro finalista: o PSG da França, no jogo de estéria. Independentemente, do resultado da final, a garotada está de parabéns. Honram a camisa Tricolor e promovem o Fluzão internacionalmente. 

A final ocorrerá no dia  07/02/2013 - quinta-feira - às 14:00O (horário de Brasília). Quem quiser assistir ao vivo, clique no link: http://shoof.alkass.net/shoof/live/live_1.php


Foto de divulgação. Fonte: (fluminense.com.br)

 
A formação que derrotou o Real Madrid nos pênaltis foi: Marcos Felipe, Marcelo, Y.Nogueira, Wendell, Léo (Walney), Marlon, Ikaro (Davi), Robert (Keven), Kennedy (Yuri), Gabriel e Denílson.

Boa sorte aos nossos jovens guerreiros.
 

24 de jan. de 2013

Elenco Tricolor Fechado


Saudações Tricolores: o elenco Tricolor está fechado. Salvo alguma contratação pontual, "imperdível", o Tricolor das Laranjeiras está elencado da seguinte forma:

Goleiros: 1-Ricardo Berna, 12-Diego Cavaliere e 33-Kléver.

Zagueiros: 3-Gum, 4-Euzébio, 13-Digão, 14-Elivélton e 15-Anderson.

Laterais Direitos: 2-Bruno, 25-Wellington Silva e 28-Wallace.

Laterais Esquerdos: 6-Carlinhos, 16-Mozón, 26-Fernando e 36-Ronam.

Volantes: 5-Edinho, 7-Jean, 8-Diguinho, 17-Valência, 32-Fábio Braga e 37-Rafinha.

Meias de Criação: 20-Deco, 18-Felipe,  19-Wagner e 30-Higor.

Meias Atacantes: 10-Thiago Neves, 11-Wellington Nem e 22-Rhayner

Centroavantes: 9-Fred, 31-Samuel e 27-Michael

Segundos Acatantes: 23-Rafael Sóbis, 21-Marcos Jr., 34-Wellington Carvalho e 35-Matheus Carvalho

Time base para a Libertadores:
Cavaliere, Bruno, Gum, Euzébio e Carlinhos. Edinho, Jean, Deco, W. Nem e Thiago Neves. Fred. Esquema: 4-5-1, alternando para o 4-3-3 no ataque.

Time base para o Campeonato Caricoa: Berna, Wellington Silva, Elivélton, Anderson e Mozón. Valência, Diguinho, Felipe, Rafael Sóbis e Rhyner. Samuel. Esquema: 4-3-3 defensivo.

E aí? O que vocês acharam do nosso elenco? Preferem outros times base? Qual a opinião de vocês?