8 de ago. de 2013

Pra servir de lição

        Após dois bons jogos diante de um forte candidato à Libertadores e outro à série B, Grêmio e Criciúma, respectivamente, o Corinthians apresentou um péssimo desempenho no clássico paulista da noite passada. Aliás, o clássico centenário entre Corinthians x Santos merecia mais. Mais torcida, mais competitividade, mais qualidade, mais organização tática. Os jogos anteriores entre as equipes no ano - 3 pelo paulistão - foram bem superiores ao último. Talvez pela ausência de Paulinho e Neymar, talvez não.

        No Santos, voltando pós-aula de/do Barcelona, ficou claro que o time tem bons valores e está em processo de reformulação pós era Neymar/Ganso - ainda. Apesar dos momentos de nervosismo demonstrados no início da partida e no decorrer da maior parte do primeiro tempo, o time praiano até mereceu um resultado melhor.

        Pelo lado do Corinthians, um bom início, com bom domínio das ações e um gol no comecinho do Paulo André (vulgo zica das artes) parecia encaminhar mais uma vitória e assegurar, mesmo que temporariamente, o retorno ao G4 após tanto tempo - desde a última rodada do Brasileirão 2011 não visitamos esta parte da tabela. Mas só parecia. A equipe não soube aproveitar o bom início pra matar o jogo, nem mesmo crescer em cima do ponto fraco apresentado pelo adversário - as laterais, sobretudo pra cima do Léo.

        No segundo tempo o que se viu foi uma total bagunça tática do lado corinthiano, com enormes buracos entre os setores do time e um ataque sem brilho algum. Do setor, só o Romarinho tentou algo até ser (erroneamente) substituído. A expulsão do Paulo André, a péssima entrada do trio Ibson, Douglas e Pato vieram a colaborar com o declínio físico absurdo de todo o time no segundo tempo. Nem Renato Augusto salvou. Aliás, foi quem mais sofreu fisicamente.

        Se o Corinthians quiser voltar ao G4 ou tiver ambições maiores no campeonato, é melhor que use esse jogo e o contra o São Paulo como lição do que nunca se deve fazer: se o adversário vem em momento difícil, vai pra cima e impõe ritmo de jogo constante; recolher-se e esperar o gol cair do céu não trará vitórias. Como bem disse o Edenílson, foi uma atuação ridícula.

        A expectativa agora é de maior foco e melhor desempenho na busca de algo maior, pois o time mostrou em jogos anteriores que pode mais. Basta jogar sério e parar de se retrair.

        NOTA: na semana da ida e meteórica volta do Mauro Beting - o melhor - de um grande grupo de jornalismo esportivo, tive o desprazer, depois de muito tempo, de ver um jogo comentado (???) pelo craque (??????) Neto. Nem todo gol que o Corinthians toma é culpa do Cássio. Não sei o que ele tem contra o goleiro, mas quer minar a trajetória vitoriosa do goleiro no Corinthians. Isso porque "bão" mesmo é o Edu Dracena, que tem dois pulmões. Pior é que tem gente que acredita em tudo o que ele fala. Trágico. Em um mesmo grupo tamanha disparidade de qualidade é incompreensível. No mesmo grupo ainda se tem Edmundo e Denílson, que pensam ser comentaristas. Ah, Mauro... Seus ouvidos sofrem!

        Vai, Corinthians!

Um comentário:

Anônimo disse...

Também acho que o Neto fala bobagem demais,demais até para quem não entende de futebol...fora os problemas com pronúncias, etc...um mau comunicador, mas ele teve muita hombridade no caso envolvendo o Mauro.