22 de jan. de 2013

22/01/1973



Vinte e dois de Janeiro de 1973.
Nascia em Pato Branco-PR , aquele que um dia seria o maior ídolo da história do São Paulo Futebol Clube.
Clube que na ocasião, ainda tinha menos de 40 anos e não havia ganhado nada além de poucos campeonatos paulistas.
Enquanto Rogério crescia, o SPFC tentava se impor, em meio a enormes clubes do futebol brasileiro.
Em 74, o tricolor perdia sua primeira final de Libertadores para o poderoso Independiente...mas quem era o SPFC? Apenas mais um clube no Brasil, buscando seu lugar ao sol.
O tempo passou, e o terceiro goleiro do praticamente amador Sinop, veio fazer um teste no tricolor e por aqui ficou. Era 7 de setembro de 1990...o hoje "Soberano 6-3-3" , hexa-brasileiro, tri mundial e da Libertadores, inúmeros títulos internacionais, era 0-0-2...
Quis o destino, que SPFC e Rogério se encontrassem para que se tornassem sinônimos.
A torcida que até a década de 70 era a 6ª ou 7ª do Brasil, vinha crescendo.
Telê Santana, "o mestre", já havia iniciado seu trabalho no clube.
Rogério treinava firme, assistia os titulares...jogava torneios de aspirantes.
Viu de muito perto o time de Telê e Raí ganhar o Brasileirão de 1991 e dar início ao agigantamento do clube.
Em 1992, Rogério já era visto como uma revelação...mas o elenco, que naquele ano ganharia a Libertadores, o Mundial e o Paulistão,tinha Zetti, Alexandre e Marcos.
Com a tragédia de automóvel que culminou na morte de Alexandre ainda em 92, reserva imediato de Zetti, Rogério foi promovido a 3º goleiro e passou ser relacionado, principalmente devido as constantes convocações de Zetti para a Seleção Brasileira.
Em 1993, ele já era o reserva imediato nas conquista do Bi da Libertadores e Mundial.
Em 1994 como titular no chamado "Expressinho tricolor", uma espécie de segundo quadro formado por Telê e comandado por Muricy devido a problemas de calendário e torneios paralelos que o SPFC disputava, levantava a Copa Conmebol, precursora da atual Copa Sul Americana.
Depois, com a ida de Zetti para times de menor expressão (Zetti afirma até hoje que deixou o SPFC para dar logo a vaga ao pupilo Rogério,que cedo ou tarde o superaria) Rogério assumiu o posto de titular para virar mito.
De lá pra cá, foram alguns poucos inconvenientes com contusões e algum desentendimento com dirigentes de mente fechada, (como um tal de Paulo Amaral que passou pela presidência e nada fez) e inúmeras alegrias com conquistas de títulos e sucessivos recordes.
E o 0-0-2 de quando chegou em 1990, virou 6-3-3.
O São Paulo passou de grande, a gigante.
A torcida se tornou a 3ª do país e uma das maiores do Mundo.

Ao longo dos seus 40 anos, e 23 de SPFC, Rogério incomodou e ainda incomoda rivais.
Alguns poucos torcedores adversários com um mínimo de perspicácia, o admiram.
TODOS, o respeitam...por mais que o critiquem, o rotulem como "arrogante"(o quê aliás, é uma inverdade)... no fundo há um respeito no mínimo represado.
Como não respeitar o maior goleiro artilheiro da história do futebol mundial?
Um goleiro que tem a  maior galeria de títulos conquistados...tudo por um único clube.
Rogério esteve na seleção, quando aqueles que a comandavam sabiam separar o joio do trigo.
Quando conheciam e muito bem, o caráter e profissionalismo dele.
Mas a seleção de Rogério tem três cores, como ele mesmo já disse...e entendo os rivais, pois torcer para a seleção vendo Rogério na meta, seria como torcer um pouco para o São Paulo pois a identificação dele sempre foi e será ímpar.
Entra ano, sai ano, ganhando ou perdendo, declara seu amor incondicional ao clube.
Na meta tricolor, não se vê somente um goleiro.
Se vê um torcedor, um capitão, um técnico em campo...um goleador.
Ah, mais uma vez eu entendo os rivais...isso deve incomodar muito !!!
Não há, além de Marcos já com carreira encerrada, ídolo como ele,que ame o clube como ele.
Rogério é avesso ao que a imprensa gosta de destacar. Resistiu sempre a idéia de assumir um erro, virtude de um grande ídolo, uma vez que isso mostra que nunca quis piedade ou compaixão.Consertava os erros com mais treinamento, aprimorando sua técnica. Sempre foi enfático ao dizer que tudo que fez é virtude de treinamento puro, não é um dom com o qual "nasceu", como alguns gostam de atribuir a muitos jogadores por aí, que aparecem com a mesma rapidez com que somem .
Tem seriedade nos comentários, pondera para falar, é coerente com fatos.
Não aparece na mídia, a não ser durante os 90 minutos de jogo e algumas coletivas.
Não vai em festas badaladas, venera a família apesar de passar mais tempo com seu "trabalho" do que com ela.
Não gosta de pagode ou axé. É um roqueiro convicto.

Um atleta que aos 40 anos tem a mesma vontade de vencer de 23 anos atrás, que tem 18 milhões de tricolores o apoiando e gritando seu nome.
Um atleta que teve papel fundamental na construção do que o SPFC se tornou.
Somente três nomes na história do SPFC são "Intocáveis": Telê Santana, Raí e Rogério Ceni.

Parabéns ao M1TO por chegar aos 40 anos defendendo o manto de seu time de coração.
E não há palavras que expressem a gratidão que a torcida tricolor tem por tudo que fez e faz pelo SPFC.
"Obrigado" é muito pouco, por isso, gritamos nas arquibancadas:
"Puta que pariu, é o maior goleiro do Brasil...ROGÉRIO!!"

2 comentários:

Luis Tavares O. disse...

Demais!!!!! #M1TO40Anos

Anônimo disse...

O cara realmente merece: parabéns!