19 de dez. de 2012

Resumo de 2012

O ano de 2012 revelou surpresas para o futebol brasileiro.
Começou com os mornos estaduais, que exceções feitas a Fluminense, (que levou o Carioca 2012 e deslanchou rumo ao 4º título brasileiro) e Corinthians (eliminado pela Ponte Preta nas quartas de final do Paulistão em jogo que determinou a troca de titularidade de seus goleiros - Júlio César, questionado, foi substituído por Cássio, que se agigantou sob as traves, conquistou a Fiel, a América e o Mundo) os demais não serviram de nada além de uma simbólica taça nos memoriais Brasil afora.

A Copa do Brasil teve o Palmeiras como campeão, com o Coritiba amargando mais um vice e São Paulo e Grêmio (até então favoritos) ficaram nas semi-finais. Torneio perigoso, que pode ludibriar times, já que dá uma vaga direta na Libertadores (prêmio equivocado, na minha opinião) e por isso acomoda elencos, como ocorreu com o Palmeiras, rebaixado para a Série B.

A Libertadores foi erguida pela 1ª vez pelo Corinthians que deu seu grito de independência na América, título justíssimo, sem ressalvas a um time que soube como poucos jogar a competição. Fruto de um planejamento bem feito, que teve início ainda em 2010.

Tivemos o Santos levando a importante Recopa, disputada contra o campeão da Sul Americana 2011, a Universidad de Chile. Torneio de prestígio, título internacional.

O Campeonato Brasileiro poderia ter tido mais brilho, não fosse o despertar tardio de alguns times, como São Paulo, Corinthians e Grêmio. O Fluminense sobrou. Foi campeão com méritos. Fred jogando muito, Diego Cavallieri fazendo defesas incríveis, Deco mesmo fora de alguns jogos foi fundamental e Abel Braga comandando o time com  extrema competência.

A Copa Sul Americana foi o prêmio de uma reestruturação técnica e tática quase que tardia do São Paulo, que encontrou em Ney Franco o treinador ideal. Ele deu padrão de jogo ao time, levantou a moral de alguns jogadores e criou um ambiente de equipe que há muito não se via no clube, que voltou a conquistar um título internacional após 7 anos.

Por fim, o Corinthians coroou seu ano com o Mundial de Clubes diante do bilionário Chelsea.
O time sem estrelas, mas com uma armação tática e vontade impressionantes, bateu os ingleses e foi ao topo do Mundo.

2012 trouxe ao Brasil mais títulos internacionais:
A Libertadores e Mundial com o Corinthians.
A Copa Sul Americana com o São Paulo.
A Recopa com o Santos.

2012 foi assim, e 2013 tende a ser ainda melhor.
Por aqui ainda teremos a Copa das Confederações, que em meio a tanta coisa, pode fazer ressurgir a seleção, agora sob o comando de Felipão, despertando talvez o interesse do torcedor que há muito anda tão distante da seleção brasileira.
A Libertadores deverá ser uma das mais disputadas da história.Grandes equipes, grandes clubes. Do tamanho que uma Libertadores merece.
O Brasileirão continuará fortíssimo, o mais disputado de todos os campeonatos nacionais e voltará a ter um Ba-Vi.
Que 2012 sirva de exemplo e lição para muitos torcedores.
Que os Tricolores cariocas não se iludam com a conquista nacional e entendam que a nova obsessão (Libertadores) é um campeonato MUITO diferente e requer mais que talento.
Que os Tricolores paulistas continuem apoiando o time como apoiaram na Sul Americana pois o estádio sempre cheio gera frutos.
Que o Santos entenda que Neymar sozinho não faz verão.
Que Flamengo, Vasco e Botafogo se espelhem no Flu.
Que o Cruzeiro não viva só de Montillo.
Que o Atlético MG repense os erros para não morrer na praia, aliás, como não há praias em Minas, pode se dizer que nem a ela chegaram.
Que Grêmio e Inter continuem suas boas gestões administrativas, fazendo sempre bons campeonatos.
Que os torcedores do Corinthians comemorem 2012 com a paixão aliada a razão, sabendo que agora a imagem do clube é outra. É Campeão da Libertadores e Bi-Mundial. Entraram de vez para um seleto grupo de clubes que marcaram história no futebol Mundial. Deixaram de ser motivo de piada dos rivais...deixando isso para o Palmeiras, que com sua segunda queda, lotou o Pacaembú para a despedida de "São Marcos". Que façam o mesmo na série B, pois não é feio cair.

Feio é fazer de uma Seleção Brasileira repleta de craques uma mera coadjuvante defensiva, sem brilho, que perde de maneira tola e sem luta uma medalha olímpica para o modesto México sub-23.
Feio é se recusar a jogar o segundo tempo de uma final, após passar um jogo e meio dando pancadas.
Feio é chegar ao Japão com a "soberba européia" e cair diante de um time que prima pela aplicação tática e a garra acima de tudo.

6 comentários:

Flavio F. N. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Flavio F. N. disse...

Excelente post! apenas discordo de que Botafogo, Vasco e Flamengo tenham que se espelhar no Fluminense, pois este tem um patrocínio que sustenta o elenco forte que tem.
É preciso organização, investimento na estrutura e contratações dentro das possibilidades financeiras do clube.
Abraço!

Gian Perella disse...

Verdade, tem razão em dizer isso, mas só patrocínio nunca ganhou campeonatos nem estruturou um clube. O Fluminense tem um bom trabalho com a base de Xerém muito antes disso.Perderam dois títulos internacionais para um time equatoriano de menor expressão mesmo com a grana do patrocinador. Acertou nos últimos dois treinadores que teve e deu condições de trabalho a eles. Se isso bastasse, o Flamengo seria campeão de tudo nos últimos contratos de material esportivo que teve, com Nike, Olimpikus e agora por sua vez, a Adidas injetando um caminhão de grana no clube.Ninguém vive só de arroz com feijão e também não vive só de filé.

Flavio F. N. disse...

Concordo, apenas acho que um clube precisa investir em sua estrutura e depender menos de um patrocinador que não é vitalício no clube, isso pode gerar grandes problemas no futuro.
Valeu!

Gian Perella disse...

DEVE investir. Aí já tomamos como exemplo o palmeiras , que na "Era Parmalat" ganhou quase tudo e depois caiu duas vezes para a série B.

Flavio F. N. disse...

Esse é um ótimo exemplo, principalmente para um clube que antes de ter tal patrocínio esteve nas séries B e C.