Era um menino afoito
Vivia nos holofotes
Crescia, mas não crescia
Conhecido por chutes fortes,
Gabriel deixou a base
Pra voar nos gramados da Vila
Não voou, não decolou
Foi afastado, mas voltou.
Queria a responsabilidade
Mas nem penâltis deixavam-o bater
Treinava todas as tardes
Queria brilhar, crescer.
Cresceu? Talvez.
Amadureceu? Nem tanto.
Mas, finalmente, voou nos gramados de cá.
Gol descisivo, bateu no peito, extravasa!
Passado alguns dias
Voltou a brilhar
Jogadas desconsertantes
Gol no vitória, vitória no mar.
Voa, Gabriel, voa.
Cresce a maturidade
E o futebol, também, crescerá.

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