7 de ago. de 2013

Ceni, Ney, Japão e a volta para casa

Ney Franco após um mês de silêncio sepulcral, resolveu se manifestar, atirando justamente no alvo de maior impacto do São Paulo Futebol Clube.
Apontou o dedo, como um garoto de 10 anos que ao ser excluído da turma, resolve depois de um tempo contar tudo a mãe, nesse caso, a imprensa. Não bastasse isso, ainda jogou na conta do M1TO uma suposta "fritura" de Lúcio e Ganso, isso para resumir o papo.
Que Rogério tem autonomia para certas coisas no clube, sabemos bem que é verdade.
Se isso é certo ou errado, ninguém pode julgar, a menos que algum leitor, com mais de 23 anos dedicados a sua empresa, me diga o contrario.
Em mais de 23 anos de dedicação ao São Paulo Futebol Clube, é óbvio que ele fez por merecer ser ouvido, consultado sobre algumas coisas que acontecem no clube e no elenco. Decidir já é outra coisa, como ele mesmo respondeu hoje após o jogo contra o Kashima, dizendo que se ele tivesse todo esse poder, o ex-treinador já estaria na rua há muito tempo.

Rogério fala sobre Ney Franco - 07/08/2013

Jogadores e ex-jogadores como Zico, Sócrates, Gerrard, Seedorf, Juninho Pernambucano, Marcos, Dunga e muitos outros, sempre foram e são ouvidos pelos seus clubes. É uma questão de respeito, fruto de convivência e dedicação a entidade a qual se dedicaram por anos a fio. O problema, é que a imprensa atual esqueceu jogadores como esses, e tende a sepulta-los, dando cada vez mais espaço aos pré-formatados jogadores metro-sexuais, símbolos do nosso "novo" futebol. A mesma imprensa que daqui a alguns meses, quando Rogério se aposentar, fará homenagens e dirão que o futebol sentirá falta dele, como sente de tantos outros.
Rogério teve sim episódios em que bateu de frente com Ney Franco, principalmente naquele jogo pela Copa Sul Americana contra a LDU de Loja em que sugeriu uma alteração e o treinador fez uma outra.
Mas talvez a coisa não tenha ficado somente alí, e deveria, ao menos aos olhos que viam tudo apenas por fora. Talvez tenha faltado tato, diálogo franco e aberto entre treinador e jogador. Rogério, desde sua condição de goleiro-artilheiro a ídolo máximo da torcida (condição elevada em 2005) foi dirigido por muitos treinadores, muitos deles com temperamento bem forte, como Muricy e Leão. Esses dois inclusive, se manifestaram em relação ao pronunciamento de Ney Franco, deixando claro que jamais tiveram qualquer problema de cunho pessoal ou profissional com o goleiro tricolor.
Compreendo o sentimento negativo de rivais em relação a Rogério, e para eles tudo é motivo maior para critica-lo mais e mais, mas isso é para gerar papo de boteco, provocações banais movidas por sentimentos egoístas e clubísticos, paixão aquém da razão. Jamais compreenderei o torcedor tricolor que ousar colocar em xeque aquele que tantas alegrias já lhes proporcionou.

Copa Suruga e a volta para casa

Com a derrota na Copa Suruga, único título internacional oficial que faltava no Memorial do São Paulo F.C., chegou ao fim a famigerada excursão tricolor.
O jogo em si, apesar do tricolor ter entrado em campo com time misto, mostrou um time no 1º tempo e outro time no 2º tempo.
O primeiro, foi apático, frágil, sem o mínimo de vontade.
O segundo foi aguerrido, objetivo, ainda que frágil na defesa.
O gol que deu o título ao Kashima Antlers veio nos acréscimos, e foi um banho de água fria em um São Paulo que ainda buscava a virada de forma valente.

Se a excursão já estava marcada, se foi desnecessária, cansativa e ingrata no momento atual, é uma página virada. O foco agora é recuperar terreno, ou melhor, pontos no Campeonato Brasileiro e quem sabe, como no ano passado, fazer da Copa Sul Americana o atalho para a Libertadores 2014. Sim, porquê me recuso a acreditar que sob o comando de Autuori esse time será rebaixado.

@gianperella
Soberano, mas sem soberba.

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