25 de jun. de 2013

Ciranda dos Técnicos

A pré-temporada européia vai começar com muitas novidades nas áreas técnicas nos principais times do velho continente. Seja por que o antecessor se aposentou ou por demissões, a ciranda dos técnicos nos gigantes europeus é grande. Nesta janela de transferências um movimento além do normal tem sido visto.

A cultura de troca constante de técnicos é uma prática bem brasileira. Nossos principais clubes torçam de técnicos como ninguém. Seja em meio de temporada, fim de temporada ou até mesmo após 1 mês de trabalho, os cartolas brasileiros trocam seu comandante sem nenhum problema. Já na Europa essa movimentação nas áreas técnicas não são constantes. O maior exemplo disso é o Manchester United.
Sir Alex Ferguson comandou o time por 26 anos. Sua última temporada foi coroada com mais um título da Premier League que levou os Red Devils a ampliar o posto de maior campeão do torneiro com 20 títulos. Para seu lugar veio David Moyes, que era treinador do Everton por 11 anos. O que mostra que o novo escocês do banco do United também gosta de longevidade no comando.

No lado azul da cidade, Roberto Manicini foi demitido ainda no decorrer do campeonato. O treinador viveu dias de glórias no clube que contrastavam com seus dias de inferno e confrontos com as estrelas do time. Para seu lugar, um técnico experiente: Manuel Pellegrini,que conta com passagens por Villarreal e Real Madrid e que na temporada passada dirigia o Málaga.

Ainda na Inglaterra, chegamos ao Chelsea. Um clube que se assemelha muito aos padrões brasileiros quando o assunto é treinador. Roman Abramovich não tem problema algum com dinheiro, por isso contratar e mandar embora não são problemas. Roberto Di Matteo, campeão com os Blues na Champions, não resistiu a maus resultados no inglês e caiu. Para seu lugar, Rafa Benítez foi trazido com a alcunha de interino. As turras com a torcida o treinador foi tocando seu trabalho, e chegou a vencer a Europa League da temporada passada. Mas nem isso o credenciou a continuar no banco de Stamford Bridge e o espanhol se foi para Nápoles, comandar a equipe azul do sul da Itália. 

Para seu lugar, o milionário russo apostou em um velho conhecido e multi-campeão pelo próprio Chelsea: José Mourinho. O técnico português chega “nos braços do povo” e com a chave do vestiário do Chelsea, onde ele mesmo diz ser querido.
E se Mou chega ao Chelsea, isso quer dizer que o Real Madrid também está na lista. O “Special One” se foi, sem deixar muitos amigos, para Carlo Ancelotti assumir o comando técnico dos merengues. Florentino Pérez, presidente do Real, contrata um técnico com características completamente diferentes do que se foi. Talvez seja isso que o time precise depois de três anos turbulentos. Já o antigo clube do italiano, o PSG, apostou numa tática caseira: Laurent Blanc. O técnico já dirigiu a seleção do país e será o comandante do time de estrelas capitaneados por Ibra e Thiago Silva.

Na Itália a péssima campanha feita pela Inter na última temporada fez com que os dirigentes tomassem medidas rápidas. Andrea Stramaccioni se foi para a chegada de Walter Mazzarri, que levou o Nápoli ao vice campeonato do último Calcio. Em Portugal o Porto também trocou o treinador. Paulo Fonseca chega para o lugar do campeão Vítor Pereira, que foi se aventurar no Al-Ahli, da Arábia Saudita.

No atual campeão da Champions League, o Bayern de Munique o técnico Jupp Heynckes também se aposentou. O treinador que levou os bávaros a inédita tríplice coroa na história do clube, deixa o time “pronto” para o renomado Pep Guardiola, que volta de suas férias sabáticas.
O velho continente, tão tradicional e diferente dos padrões que vimos por aqui, vem dando mostras que cada vez mais vai se “abrasileirando”. Aguardemos as próximas movimentações da Ciranda dos técnicos.

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