Antes tarde do que nunca - o retorno
Após mais um título paulista, 27° da história, o Corinthians esqueceu um pouco a semana onde a arbitragem foi mais falada que o futebol. Mas o que importa é futebol, e na final do Paulistão 2013 só um dos times mostrou-se coletivo, forte e efetivo. JOGOU MUITO. O Santos esperou o tempo todo que o Neymar decidisse, mas isso não aconteceu. Nem ele é capaz de carregar o time sozinho. Se ele sair (obviamente sairá), os problemas na Vila tendem a aumentar e a pressão que já existe sobre o técnico Muricy será difícil de administrar. Mas o que importa (pra mim) é o Corinthians, que novamente conquistou um título. E título é título, sendo ele de Copinha ou Mundial FIFA, é título. Nós, corinthianos, costumamos dizer que não vivemos de títulos, mas de Corinthians. E é isso mesmo o que acontece. O que está diferente é o domínio do clube nos últimos anos, que é algo notável. Muito em função das boas administrações do Andreas e agora do Gobbi, que estruturaram o clube e o colocaram entre os mais organizados. Mantiveram treinadores por longos períodos (menos o professor Pardal) e alcançaram resultados a longo prazo.
Os próximos desafios que citei no título do post podem ser vistos de duas formas: competições (brasileiro, copa do Brasil, Recopa) ou da que eu quero abordar: manutenção e renovação.
Chegar ao topo é difícil, mas manter-se lá é muito mais. Após as recentes conquistas, é inegável que o Corinthians alcançou o patamar de time a ser batido no momento atual do futebol brasileiro. Isso é ótimo. Se manter lá que é difícil. O caminho, pode-se dizer, é manter o que vai bem. Porém, é preciso evoluir em alguns aspectos ainda - administrativos e dentro de campo. Alguns diretores FALAM MUITO, FALAM MUITO e tentam tumultuar o ambiente. Um deles foi mandado embora no fim do ano, mas ainda tem mais. Outro desafio é a manutenção do elenco. Muitos clubes de olho em Paulinho, Ralf, Romarinho, Edenílson. Inclusive, sobre os dois últimos, o Gobbi lembrou o grande Vicente Matheus em uma citação que ele assinaria: "é mais fácil um inseto fumar no meu olho que Romarinho e Edenílson saírem" (o que será que ele quis dizer?). Propostas reais ainda não chegaram, só especulação. Por enquanto, pois chegarão. Dificilmente o Paulinho irá permanecer. Pensando nisso, a diretoria está prestes a fechar com Ibson, que pode fazer a função. Não joga nada faz tempo, parace ser um péssimo negócio. Para aumentar o elenco, Walter e Maldonado também chegaram (será que o último ainda tem bola ou será o Anderson Polga dessa temporada?). No fim do ano, Alessandro se aposenta (dizem que ele adiquiriu uma lesão no ombro causada por levantamento de troféu, taça) e isso pode ser a chance do Edenílson, que iniciará sua série de testes para afirmação na lateral já no sábado, diante do Botafogo.
Outra dúvida que se tem é o Tite. Com contrato até o fim do ano, aguardamos definição (Fica, Tite!). Jorge Henrique parece estar de saída. Uma pena. Típico jogador que se encaixa perfeitamente na equipe. Outro desafio, bem mais fácil de ser administrado é a parte final das obras da Arena Corinthians. O sonho Alvi-negro está se concretizando, literalmente. 76% das obras prontas, pressão da FIFA, mas tudo bem encaminhado. E sem alambrado.
O que não mudará será o apoio incondicional do bando de loucos.
Vai, Corinthians!
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