| Equipas perfilam-se na Alianz Arena (Odd Andersen/AFP) |
Tudo levava a crer que seria uma contenda equilibradíssima. O Barça, com suas linhas ofensivas, com Dani Alves mais ponta que lateral, como é de hábito, com Messi, Xavi e Iniesta. O Bayern, por sua vez, com a base da fortíssima Seleção Alemã reforçada, principalmente, pelo francês Ribery e o holandês Robben.
O que se viu, no entanto, foi um atropelamento. Uma avalanche vermelha pra cima da equipablaugrana que, por certo, não imaginava um adversário tão forte. Desde que o time da Catalunha atingiu o patamar de equipe mítica, não havia sido subjugado como foi no relvado da Alianz Arena.
E foi simples. Jupp Heynckes, o ótimo técnico bávaro, tratou de marcar a jogada no nascedouro, ainda na intermediária do adversário, o que fez com que a bola sempre chegasse quebrada aos pés mágicos de Messi, que, longe das condições físicas ideais, não chegou nem a ser um rebotalho de si mesmo.
No mais, foi apostar na segurança dos espetaculares Schweinsteiger e Javi Martinez, na movimentação diabólica da dupla franco-holandesa, no faro de gol do avançado Mario Gomez e, sobretudo, na atuação quase perfeita de Thomas Müller, o melhor em campo.
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| Müller comemora um dos gols diante do Barça: massacre (Christof Stach/AFP) |
Quanto ao Barcelona, ficou evidente quem sem Puyol e Mascherano (e com Bartra) em campo, não dá para deixar a zaga exposta como ficou, apenas com Busquets a atuar como trinco. Isso sem contar a desastrosa atuação dos dois alas (Dani Alves e Jordi Alba), que não foram a válvula de escape para quando os caminhos pelo meio (onde normalmente o Barça articula suas jogadas) estivessem fechados pelo gigante Schweinsteiger, escudado pelo espanhol Javi Martinez, e sobre os quais, Alves e Alba, o time alemão alçava a bola quando resolvia não invadir com a bola no chão.
Essa postura precisa ser repensada. Seu principal oponente, o Real Madrid, finalmente encontrou o caminho das pedras e tem levado a melhor sobre si, muito em função da absurda fase de Cristiano Ronaldo, mas também porque sua linha defensiva destoa da parte ofensiva.
Aconteça o que acontecer na partida de volta, no Camp Nou, o recado foi dado. O Barcelona depende demais do futebol de Lionel Messi (como qualquer equipe dependeria caso contasse com o gênio argentino) e dificilmente conseguirá passar à decisão, sobretudo com o camisa dez a meio pau e, mais ainda, porque tem que golear (sem tomar golos, de preferência) uma equipa extraordinária, pronta para corrigir a injustiça da última época.
Como tudo na vida é cíclico, pode ser que o time que reinventou o jeito de jogar futebol e entrou para a história como um dos maiores de todos os tempos tenha chegado ao ocaso.
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| Messi, o gênio que não brilhou (Michael Dallber/Reuters) |


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