22 de mar. de 2013

Ficou para a próxima



Nunca fui na verdade um apaixonado pela Seleção Brasileira.
Nasci em 1977, lembro ainda pequeno da choradeira após a derrota por 3x2 para a Itália, em 82 quando escutei Paolo Rossi ser amaldiçoado por praticamente toda a minha família, que aliás, é de origem italiana. Em 86 e 90 já torci com entusiasmo, não como torcia para meu clube de coração, mas torcia.
Em 94, já mais racional, comemorei de forma bem fria o Tetra. Em todas as Copas que vieram depois, pouco liguei e pouco torci. Adoro assistir jogos da Copa, mas de todas as seleções que puder. Pelo evento, pelo futebol. Uma exceção foi feita em 2002, quando me animei com Felipão comandando o Brasil e pela última vez, vibrei com a seleção. Agora, quase 11 anos depois, gostei da troca de comando e quero, juro que quero ser tomado novamente pela "febre amarelinha" ...mas o mosquito ainda não picou. Diferentemente de seu antecessor, Felipão pegou logo de cara as pedreiras. Ontem, diante da Itália, não foi diferente. Com uma seleção ainda em fase de observação pelo treinador, o Brasil abriu 2x0 e parecia que pintaria até uma goleada. Mas quem se ligou no jogo, sabia que a Azurra viria para cima e a bola entraria, só restava saber quantas vezes. E entrou por duas, sacramentando o empate em 2x2 na Suiça. O duelo de 9 títulos mundiais em campo trouxe algumas preocupações a Felipão.
Nossos melhores em campo foram Julio Cesar e Hernanes, talvez por estarem mais habituados ao futebol italiano. O primeiro salvou o Brasil da derrota com incríveis defesas apesar de se postar adiantado frequentemente (vide o gol de Balotelli , que aliás, poderia ter feito um igual no 1º tempo) e o segundo costurou bem as armações e só não teve melhor atuação pois Neymar assumiu para si duas cobranças de falta, que são especialidade do ex-tricolor. Hulk prova cada vez mais que os russos do Zenit foram loucos ao extremo em tê-lo contratado pela quantia paga. É brigador, raçudo, vai para cima, mas desculpem os simpatizantes e fãs dele: É um jogador bem mediano e seu erro bizarro na frente de Buffon retrata isso. Que os teste façam bem a nova "Familia Scolari", e que o treinador faça os testes necessários para formar a equipe, sem levar jogador para fazer "turismo'. Levou, ponha para jogar, afinal é por isso que amistosos permitem diversas substituições.
E a vitória não veio.
Ficou para a próxima.

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