Elenco forte, má fase, treinador colocado em xeque, torcida impaciente.
Tudo isso é muito comum em diversos clubes do futebol brasileiro, mas no SPFC tem sido uma rotina.
Desde a saída de Muricy Ramalho, vivemos nessa montanha russa que em 4 anos nos trouxe apenas o título da Copa Sul Americana.
Passaram pelo comando: Ricardo Gomes, Sergio Baresi (ainda continua na base, infelizmente), Adilson Batista, Carpegiani, Emerson Leão e agora, Ney Franco. Fora o nosso querido "bombeiro" Milton Cruz.
Nenhum dos antecessores de Ney, e isso inclui Muricy, teve um meia de criação como hoje temos Ganso, Jadson e Cañete.
Muricy pediu UM "meia clássico"...jamais teve algum.
E isso se repetiu até o ano passado, com a recuperação de Cañete e com as contratações de Jadson e Ganso.
Ney Franco tem três e é um treinador dos mais questionados dos últimos que por aqui passaram, não por sua falta de conhecimento em futebol (isso ele tem) e sim por sua teimosia no que diz respeito a escalações e esquemas táticos.
Ao ver o jogo de ontem contra o modesto Oeste, pensei no que Muricy faria com três meias como os que temos.
Cheguei mais longe...pensei no que Ricardo Gomes também faria com eles.
Os outros, talvez fizessem a mesma coisa que Ney Franco, mas ao menos fariam por convicção dados conhecimento/capacidade mais limitados (Baresi e Adilson) ou até mesmo por uma eventual implicância (Leão) típica de um grande ego.
Ney Franco faz essas coisas e algumas outras, sem que eu consiga encontrar uma explicação plausível.
Eu, que não costumo cornetar e tenho sempre grande paciência, já não aguento.
Escrevi na coluna anterior e juro que pensei que nosso treinador usaria os jogos do paulista que antecedem os próximos confrontos da Libertadores, como um laboratório DEFINITIVO para solidificar a defesa e encontrar a química ideal entre o meio e o ataque.
Eis, que logo no primeiro jogo dessa série e em casa, ele faz justamente o contrário.
Explicação?
Não encontrei...nem sei se há.
Alguns treinadores tem o hábito de "bancar" dois ou três jogadores, não importa o clube em que estejam ou o campeonato que disputam.
Até mesmo Telê fazia isso, mas na grande maioria das vezes, com os caras certos.
E quando não dava tão certo dificilmente era culpa dele, e sim do jogador por um ou outro motivo, como foi com Macedo, para citar um exemplo.
Ney Franco não foge a regra, mas banca os caras errados.
Já que dificilmente corneto, me vejo no direito e o faço agora:
Douglas: Um jogador bem mediano, lateral-direito de ofício que após um bom segundo semestre em 2012, começou a ser improvisado no meio e no ataque, tal qual Leonardo e Cafu (percebem a diferença...?) já fizeram inúmeras vezes. Agora, sempre bancado por Ney, além de não jogar nada nas posições em que é improvisado, esqueceu de como se joga em sua posição de ofício.
Cortez: Veio de uma boa temporada no Botafogo para ser titular no SPFC e até dispensaram Juan por conta disso. Dá calafrios toda vez que sobe ao ataque e abre uma avenida no lado esquerdo. Ou está sendo mal orientado, ou precisa esquentar o banco e cair na real que aqui a responsa é outra. Não estamos nem aí para o Estadual...nos acostumamos com voos maiores e ele tem que sentir isso. Sabe jogar, mas ainda não tem noção de onde está. Precisa fazer uma visita ao Memorial do Morumbi. Por mim, iria para o banco.
Hoje vou cornetar só esses dois, além de Ney Franco, que vem sendo mais do que cornetado.
Sou totalmente contra derrubar treinadores, acredito na perseverança das diretorias e no planejamento de trabalho.
Espero que a diretoria dê respaldo mas também cobre apontando erros que qualquer um enxerga, fazendo com que ele seja ao menos "menos teimoso".
Ah, só para não livrar a diretoria tricolor da corneta: Foi ela que plantou o que vem sendo colhido, principalmente com muitas contratações erradas, outras desnecessárias e algumas poucas corretas.
Mas assim está beeeem difícil.
@gianperella

2 comentários:
Fala Gian !!! Concordo cara...ele esta sendo teimoso demais, mas o que achou da escalacao para o jogo de amanha?
Fala Fábio! Honestamente, gostei pela escalação de Ganso que merece sequencia iniciando os jogos e não entrando durante o 2º tempo. Mas para que ele renda mais, Ney não pode entrar com os volantes como entrará. Edson Silva no lugar de Lúcio parece mais uma retaliação ao que ocorreu. Lamento que ele insista em Wallyson quando pode colocar Cañete no ataque. Mas não se iluda com o que vier, bom ou mau resultado. A 1ª fase do Paulista é uma enganação.
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