25 de mar. de 2012

Feliz Aniversário Furacão.






Na véspera de seu aniversário, o Atlético, entrou em campo para enfrentar o Cianorte. E não podia ser diferente, a vitória veio de presente.
Guerron, duas vezes e Edigar Junio, foram os nomes da festa. Deu tempo também, para o Marcinho perder um pênalti.
O placar da Vila Capanema, se apagou com 3 x 0 para o aniversariante Atlético.




Clube Atlético Paranaense, 88 anos.


Dia 26/03/1924, a fusão entre Internacional e América, deram vida a uma paixão.  Mas não a uma paixão efêmera que se desfaz com o passar dos tempos. Mas uma paixão, verdadeira, que tudo suporta, tal qual os versos de Camões sobre o amor.
Nasceu em vermelho e preto.
E hoje, essa paixão, completa 88 anos.
Uma paixão que não oscila, que não vacila, que não pode ser trocada, ou medida, que não tem preço, que não conhece distâncias ou limites, uma paixão impossível de ser definida.
Uma paixão que independente  de vitórias ou derrotas, que vai além dos conceitos pois esse sentimento, está bem acima dessas questões.
Essa paixão tem nome, e que nome: CLUBE ATLÉTICO PARANAENSE, ou simplesmente, Atlético.
O Rubro Negro, é definitivamente um estado de espirito. E é com essa identificação viseral com a torcida, que essa paixão está completado mais um ano de vida. Para alegria de seus torcedores.
Atlético, parabéns por tudo que você representa. 
Que você continue grande, forte, apaixonante e campeão. 
Que você continue  a ser o maior motivo de orgulho desse povo que tem o prazer de estufar o peito e dizer: SOU ATLETICANO, GRAÇAS A DEUS.




Alguns torcedores, para homenagear o time, resolveram contar suas histórias, envolvendo o Furacão. Algumas delas, estão aqui.



Era uma quarta feira se eu não me engano 01/09/2010 campeonato brasileiro ATLÉTICO x ceará 2010, eu tinha aula por sinal muito importante no dia, e eu ia mal pra caramba na matéria,mas enfim meu professor lindo,não ia passar matéria, o jogo começava as 21:50,minha aula ia até as 22:15,mas ele liberou a turma mais cedo,fui pro ponto de ônibus que parecia nunca mais vir, enfim chegou desci na Kennedy, desesperada pra chegar na BAIXADA,quando entrei faltava 5 minutos para acabar o primeiro tempo,o jogo tava 0x0,no segundo tempo eu virei para as meninas que estavam comigo e disse "EU NÃO VIM AQUI PRA VER MEU TIME EMPATAR",aos 17 minutos Branquinho abriu o placar 1x0 e aos 29 minutos Chico amplia o placar 2x0 ATLÉTICO..Depois do gol eu tive que ir embora se não,ia perder o último ônibus,e quando tava na metade do caminho o ceará diminuiu,mas eu disse que não tinha ido pra BAIXADA atoa , o ATLÉTICO ganhou  2x1...
(são tantas histórias,essa é uma delas..)PELO ATLÉTICO VALE TUDO

Valéria Vidal.



Acredito ser impossível não citar o jogo do Atlético contra o Flamengo, no ano de 2008, pra ser mais exata dia 07 de Dezembro de 2008, para nós Atleticanos tudo ou nada, porque se perdêssemos a partida iríamos para segunda divisão do Campeonato Brasileiro. Os dois times tinham objetivos claros e distintos na partidaDe um lado o Flamengo com Diego Tardelli, Marcelino Paraíba querendo uma vaga na Libertadores e do outro nos, Atlético Paranaense, Nação Atleticana, com Gallato, Rafael Moura, Alan Bahia lutando para se garantir na elite.
Com a bola rolando ficou difícil segurar a emoção, eu me lembro muito bem eu ali, no meio da MAIOR Torcida do Sul do Brasil, agarrada em uma bandeira do lado de uma pessoa que mais tarde seria uma pessoa muito especial na minha vida, que acabara de conhecer. Logo ficou difícil de não chorar aos 12 min. primeiro gol Atleticano, Netinho; segundo gol Rafael Moura, Julio Cesar, Zé Antonio e a paradinha do Alan Bahia, contribuirão para o resultado final do jogo 5x3, ai sim, posso dizer que uma mistura de sentimentos sem dúvida alguma tomou conta de nós Atleticanos de verdade, que mantemos viva uma paixão sem igual, sem limites, que independente de resultado, de situação, de condição estamos lá, aonde for sempre junto com a nossa Paixão, apoiando, torcendo, vibrando, chorando.... E essa Paixão pelo CLUBE ATLETICO PARANANESE continua muito mais forte e fiel, e com toda certeza será ETERNAMENTE.

Thais Camargo 


  Eu era pequena, devia ter cerca de 5 anos de idade, e estava passeando com meu pai pelo centro da cidade. Na volta pra casa passamos em frente a Arena da Baixada. Eu na inocência de criança, vi todo aquele monumento e perguntei ao meu pai o que era aquilo. E ele disse:  Aqui é o caldeirão filha, aonde o Atlético joga. Eu fiquei encantada com aquilo, e meu pai decidiu parar para me mostrar. Por sorte estava tendo jogo, tinha acabado de começar, Atlético e Paysandu. Meu pai comprou o ingresso para ele, e entramos. Aquilo tudo era novo pra mim, eu não fazia ideia do que era futebol, dizia que torcia pro Atlético mas não fazia ideia do que realmente era. Ao entrar na Arena eu percebi o quanto aquilo tudo era especial, o quanto aquilo tudo era maravilhoso e lindo aos meus olhos. Minha reação foi imediata de uma criança que encontra aquele brinquedo que tanto quer, aquela surpresa inesperada. Até eu chegar na arquibancada e ver a dimensão daquilo tudo, o quão grandioso e maravilhoso é isso tudo. Mas a melhor sensação foi ao fechar os olhos e sentir que o meu coração batia no ritmo da bateria da torcida Os Fanáticos. A partir daquele momento, a paixão afloreceu, e eu descobri que eu nasci para ser atleticana.
 
Evellyn Heloise

Quem é Atleticano de corpo e alma, com certeza tem várias história pra contar. Algumas inacreditáveis, outras nem tanto e as vezes é uma coisa boba. Minha história faz parte desse ultimo caso. Minha família sempre gostou muito de futebol, e nas reuniões familiares não podia faltar o vermelho e preto espalhado para todos os lados, então o Atlético Paranaense já vem de berço. Mesmo sendo atleticana desde sempre, nunca ia ao estádio pois meu pai dizia que era um lugar perigoso, que não era lugar de menina. Raramente eu ia, e sempre acompanhada. Em 2008, mais uma vez compareci na Arena da Baixada, acompanhada dos meus primos para assistir Atlético vs Portuguesa em jogo válido pelo segundo turno. A situação era complicada, o Atlético não vinha bem e o fantasma do rebaixamento rondava. Me lembro que naquela tarde chuvosa de sábado vencemos por 2x0 e ali eu percebi que eu teria e queria muito comparecer em todos os outros jogos, decisão que não agradou nem um pouco meu pai (risos). Quando disse que gostaria de ir nos outros jogos, ele me disse mais uma vez que era muito perigoso e que não me daria o dinheiro para o ingresso (uma forma de protesto, quem sabe) , eu disse que mesmo assim eu iria e ia dar um jeito. Fui juntando meu dinheiro, fui sozinha a arena, comprei meu ingresso e fui no jogo contra o Sport, naquela ocasião, depois de um jogo sofrido, vencemos no ultimo minuto, com um gol de cabeça do Rafael Moura. Mesmo com as vitórias em casa, o rebaixamento estava cada vez mais perto, e chegamos na ultima rodada precisando da vitória, o jogo era em casa e o adversário era o Flamengo, mais uma vez juntei o meu dinheiro, comprei o ingresso e ia sozinha. Me lembro que a semana foi longa e eu chorava cada vez que pensava na hipótese de não vencer o jogo. Meu pai me disse que estava desacreditado, mas diante do meu choro me ajudou em uma promessa. Quando o domingo chegou, eu me arrumei e  antes de sair disse pra ele que eu voltaria pra casa para cumprir nossa promessa. O dia era lindo, com um sol raro em Curitiba e o jogo foi um daqueles teste para cardíacos, a história desse jogo todos conhecem, aqueles 5x3, arena lotada, paradinha do Alan Bahia, jogadores aplaudindo a torcida no final, torcida que como sempre DEU UM SHOW a parte nas arquibancadas. Quase no fim do dia, quando cheguei em casa, eu só sabia chorar e abraçar meu pai! A promessa foi cumprida, e a partir daquele dia, diante daquele sentimento, meu pai percebeu o quanto eu amava esse time, tanto que no ano seguinte virei sócia torcedora, e durante esses três anos perdi 5 jogos apenas. Quando o amor é verdadeiro, necessário, nem mesmo o medo pode vencer. Hoje agradeço a confiança que meu pai tem em mim e agradeço as pessoas que, assim como eu, amam esse clube incondicionalmente e me acompanham em todos os jogos!

Karyna Prado.
Um dos meus jogos inesquecíveis foi em 11/08/1996, Goiás x Atlético pelo Brasileiro no Serra Dourada.
Dois dias antes eu estava na Sede da Torcida Os Fanáticos, quando perguntei ao Presidente da Torcida se teria excursão pra Goiânia e ele disse que não, que não haveria excursão.
Falei pra ele que eu estava disposto a ir, mas não tinha dinheiro, ele falou que pagava minha passagem só de ida (ônibus) e pra voltar me deu 5 camisetas, 3 bonés e um monte de adesivos pra eu vender lá em Goiás e conseguir o dinheiro da volta.
Peguei uma bandeira grande da TOF e me mandei pra São Paulo na Sexta 23:00h.
Em São Paulo peguei o ônibus pra Goiânia 08:00h sem um real no bolso.
Detalhe, eu tinha uma viagem de 18 horas pela frente e do meu lado sentou uma mulher que ocupava quase as duas poltronas de tão gorda. (ôôô azar!)
Na última parada antes de chegar, liguei (do orelhão a cobrar) para uma namorada que eu tinha e pedi para ela ligar pra Sede da nossa torcida "amiga" em Goiânia para eles me esperarem na Rodoviária.
Para minha surpresa e "desespero", quando cheguei, estavam na plataforma de desembarque me esperando, não a nossa torcida aliada e sim, 10 integrantes da Torcida Inferno Verde do Goiás, um cara inclusive com o boné da torcidinha extinta aqui de Curitiba...
Eu "fardado" de Fanáticos, com material e bandeira dentro da mochila!!!
Pensei comigo, "vou ter que descer, enfrentar e ver no que vai dar"...
Só que no que eu coloquei o pé na escada do ônibus, um deles se aproximou e disse: "Seja bem vindo, eu sou o Willian, Relações Públicas da Inferno Verde, sua namorada nos ligou e avisou que você estava vindo e pediu pra buscar você...."
Caraca, a minha namorada ligou para nossos rivais !!!! Isso que é vontade de se livrar de mim!!!!
Para minha surpresa, os caras me receberam muito bem, me levaram pra jantar e eu dormi na casa deste Willian, muito gente boa por sinal...
Pela manhã, como eu não tinha dinheiro pra voltar, fui no Hotel que o Atlético estava hospedado para ver se vendia as camisetas, mas ninguém quis comprar, havia só 3 torcedores do Furacão na frente do Hotel.
Lá mesmo no Hotel encontrei o Diretor Carletto (esse era bom!!!) e ele falou que eu era doido de ir sozinho pra lá e disse para eu ir no vestiário do CAP após o jogo.
Chegando no Serra Dourada, coloquei a bandeira da TOF bem no escanteio, liguei no intervalo pra Sede da TOF e eles falaram que a bandeira estava aparecendo muito bem... Fiquei cheio de orgulho...
O Atlético jogou mal e perdemos o jogo por 3 x 1.
Eu não consegui vender nenhuma camiseta, então os amigos da torcida do Goiás me levaram até o vestiário para eu me encontrar com o Carletto.
Para minha surpresa ele me convidou para voltar com eles de avião para Curitiba, na noite de Domingo mesmo.
Eu aceitei, abri a mochila e distribui as camisetas e bonés da TOF que os caras da Inferno Verde tanto me pediram durante o jogo e agradeci pela maneira como me receberam...
Também dei uma camiseta para o uruguaio Matosas que tinha jogado no Atlético e estava no Goiás, ele aceitou e ficou muito agradecido.
Me despedi de todos e entrei no ônibus rumo ao Aeroporto, feliz da vida, porque nunca tinha "andado" de avião!
Lembro-me que sentei ao lado do ídolo Ricardo Pinto, todos os jogadores ficaram impressionados por eu ter ido sozinho pra Goiás de buzão para empurrar o Atlético...
Na ida de ônibus, o total deu 26 horas de viagem, com fome e com uma gorda do lado, a volta de avião, 2 horas com lanches e bebidas a vontade !!!!
Cheguei na Sede 23:00h do mesmo dia, contei a história do que passei pra todos que lá estavam, entreguei a bandeira intacta e ainda trouxe bonés e adesivos da Torcida adversária, que é claro, ninguém quis...
Esse foi um dos meus jogos inesquecíveis, apesar que ainda tenha uns 5 pra contar!!!
Parabéns Clube Atlético Paranaense por seus 88 anos de vida, continuarei te defendendo, te honrando e te amando, pois só nós atleticanos entendemos esse sentimento que temos por você...


Luis Gumulski.
  

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