Não é uma
defesa; não sou fã n° 1 dele (nem 2, nem 100, nem 10 mil). Nem vou falar diretamente sobre ele. É mais uma
geral no que vem acontecendo com o Corinthians neste ano, como reflexo de
acontecimentos do ano passado. Ele é apenas um personagem.
A verdade é que
ele vem jogando bem nesses últimos jogos. Não foi só ele que melhorou. Não foi
por mudança tática mirabolante do Mano, que muitos já queriam que fosse
demitido há algumas semanas. Talvez os mesmos que chamavam o Tite de burro e
hoje em dia estão começando a perceber o que o Adenor fez pelo Corinthians.
Agora é tarde.
Culparam o Tite
e somente o Tite por um semestre que seria perdido por completo não fosse o
título da Recopa e um ou outro jogo apresentável. Agora estão culpando o Gobbi – sem – palavra que prometeu
apoiá-lo e disse que ele seria o técnico enquanto ele fosse o presidente, sendo
que já estava acertado com o Mano desde a eliminação na Libertadores 2013. O
Tite não contratou Ibson, Maldonado e outras tranqueiras; o Tite formou, após o
episódio Tolima, um time operário, sem estrelas, onde todos sabiam fazer o
simples e o faziam com maestria. Todo mundo corria, marcava e se dedicava ao
extremo por um bem comum. E o bem comum veio de forma irretocável nas
temporadas que se seguiram. Aí o Gobbi disse que “atendeu à torcida” mandando o
Tite e alguns jogadores embora. Alguns já foram tarde mesmo, nem deveriam ter
vindo.
Mas o Gobbi não
é o único vilão da história. Brigas em arquibancadas, invasão em CT, violência
contra pessoas que proporcionaram dias de tanta felicidade pra todos nós. Os
vândalos também têm culpa. Vândalos, sim; torcedores, não. Não dá pra colocar
essas pessoas no mesmo patamar de pessoas que realmente amam o Corinthians.
São/foram covardes e merecem pagar pelo que fizeram (cabe ao Sr. Mário Gobbi
descobrir por onde andam todas as imagens da invasão para que a polícia faça
sua parte e ponha todo mundo no lugar que eles merecem). Muitos reincidentes
estão no meio. Muitos dos que deram prejuízo ao Corinthians, que dizem amar
tanto. Não amam. Quem ama não comete esse tipo de crime.
Mas os vândalos
não são os únicos vilões da história. Tem claramente alguém dentro do clube que
compactuou com tudo isso, facilitando a entrada deles no CT, ocultando as
imagens das câmeras de segurança. Esse “alguém” é tão vândalo quanto ou até
mais que os invasores.
Mas esse
“alguém” não é o único vilão da história (apesar de ser o maior). Uma série de
erros da direção instalou novamente no Corinthians a bagunça que há anos o
Andreas mandou embora. Falta de comando, disputa pelo poder e muitas outras
coisas.
Mas a direção
não é a única vilã da história. Desde o segundo semestre do ano passado o time
parou em campo. Passou os últimos tempos se arrastando em campo. O estrelismo
falou mais alto. Aí é que entra o nome mais falado desse ano, envolvido em uma
troca inesperada com o rival São Paulo por um jogador que aparentemente estava
encostado por lá. A princípio, a troca parecia péssima – ao menos pelo lado
financeiro.
Desde a chegada
do Pato, todos os olhos, lentes e flashes se voltaram exclusivamente pra ele. E
ele não tem culpa nenhuma nisso. Chegou como grande estrela, caríssimo. Foi
depositada nele uma expectativa que ele não correspondeu. Nisso ele tem culpa;
não por deixar de fazer gols, mas por deixar de se esforçar, deixar de correr.
A postura dele tem que mudar pra que ele possa voltar a brilhar. Já ficou claro
que o problema não é mais físico, visto que as lesões graves o deixaram em paz.
O comportamento dele unido ao ego ferido de nomes importantes do elenco fez com
que a equipe apresentasse um rendimento pífio. É simples de entender: “se ele
não corre, pra que eu vou correr por ele?”.
Aí que entra o
Romarinho na história. O Ralf também. Romarinho, mesmo não sendo tecnicamente
brilhante, desenvolveu seu lado tático graças ao Tite, tornando-se
indispensável taticamente. Corria e marcava por ele e por quem mais estivesse
jogando com ele. Até porque os outros faziam mesmo por ele.
Chegou um ponto
no ano passado que os únicos jogadores que corriam eram Gil, Ralf e Romarinho.
Os demais só observavam. O tempo foi passando e esses três ficaram totalmente
sobrecarregados e exaustos fisicamente. Foi quando o Romarinho caiu de
rendimento e todo mundo caiu matando em cima dele. Depois, o Gil. Só o Ralf se manteve.
Um correr por 11 é um pouco demais. Fora as lesões de jogadores como Cássio e
Guerrero.
Agora, sem Pato
e com Jadson, coincidentemente (ou não), o Romarinho voltou a jogar. E aparentemente o
Romarinho ta com a visão do Hulk. Joga bem todo jogo. Vendo todos os
adversários com uniforme verde. Por enquanto, o caminho é observar. Menos
culpados e mais resultados. Menos invasões e mais torcedores. Menos “faladores”
e aproveitadores e mais sossego.
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