6 de dez. de 2013

FAÇA O QUE EU DIGO, NÃO FAÇA O QUE EU FAÇO [PARTE 2/3]


 Olá, boleiros! Após falarmos dos times mineiros e gaúchos na primeira parte do texto,  vamos dar seqüência a nossa série de textos. Hoje nosso foco está nos times da Terra da Garoa. Alô São Paulo!

O Corinthians é o primeiro paulista a ser comentado. 2013 foi um ano com muitos altos e baixos. O timão começou o ano ganhando o estadual, dando a impressão que repetiria o sucesso da temporada passada. Na Libertadores foi eliminado pelo Boca Juniors em pleno Pacaembu nas oitavas, dando adeus pro possível Bi-campeonato. Os comandados de Tite ganharam a Recopa Sul Americana sem maiores dificuldades sobre o São Paulo que vivia um inferno astral. No Brasileiro, deixou a desejar. Teve o segundo pior ataque da competição (perdendo apenas para o lanterna Naútico). Após uma série de empates, Tite foi covardemente mandado embora e o Timão e terminou o ano no meio da tabela. Renovação de elenco e mais compromisso é tudo o que o time precisa para 2014. Nota 8(por ter ganho dois campeonatos esse ano).


O fato mais marcante no ano do Santos foi a venda de Neymar. Sem vaga na Libertadores,  vice estadual, o time da baixada teve um ano “sem sal”. Com um elenco nada competitivo, não foi longe na Copa do Brasil e não almejou vôos mais altos no campeonato nacional. Alguns colocam a culpa no inexperiente técnico Claudinei Oliveira. Ele não teve muita culpa. Fez o que estava ao seu alcance com o material humano que tinha a seu dispor. A diretoria precisa abrir o olho e contratar. Ou 2014 será um ano pra lutar contra o rebaixamento. Nota 6 para o ano sem graça do Santos.

Falando em luta contra o rebaixamento, esse é o único motivo de alegria para o São Paulo. Ou não. O ano do Tricolor foi pífio. Perdeu o craque Lucas e não repôs a  venda nas contratações. Parece que todo o dinheiro da venda do garoto foi, na verdade, para a compra de caixas de whisky para o presidente Juvenal Juvêncio.  Fracasso no estadual, Libertadores, Recopa, Copa Audi, Copa Suruga, Sul Americana e Brasileiro. O time teve a pior seqüência negativa de sua história: 14 jogos sem vencer (contando com os amistosos). Ney Franco e Paulo Autuori colaboraram para o ano fracassado. O tricolor correu sério risco de rebaixamento até a chegada de Muricy Ramalho, que conseguiu mudar o espírito do time e livra-lo do fantasma da série B. Um ano pra esquecer. Ganhou apenas 1 dos 7 campeonatos disputados. Poderia ter sido pior. Graças ao planejamento (ou falta dele), o Tricolor não merece uma nota maior que 5.

O ano do Palmeiras foi dentro do esperado. O time poderia terminar a temporada no Marrocos disputando o Mundial de clubes, mas a realidade da temporada era a Série B. 2013 era para  ser o ano da base. Mas Gilson Kleina não soube fazer isso. A maior mudança foi testar vários reservas em campo ao mesmo tempo, e comprovar que não tem nada além de um time titular. O qual, se comandado por alguém melhor, poderia ter conquistado mais do que a obrigação do acesso. Na Libertadores, Bruno “entregou” a classificação. Em 2014, o Palmeiras desafia duas sinas do futebol: a temporada boa do grande que acabou de subir X a maldição do Centenário. E isso torna o ano mais imprevisível possível. Nota 6 para o Palestra, que esse ano não fez mais que sua obrigação.

A Lusa fez o feijão com arroz e se manteve na Série A. Ninguém esperava nada além disso. Nota 5.
A Ponte Preta passou vergonha no Brasileiro, mas pode garantir um título inédito com a conquista da Sul Americana. Ninguém esperava que a Macaca fosse ser o único paulista com chances de chegar à Libertadores 2014. Talvez a nota mais difícil de ser dada, graças ao Yin-Yang no qual se encontra. Nota 3 pelo Brasileiro e nota 10 pela competição continental.

Então, galera. O que acharam dessa segunda parte? Concordam ou discordam? Deixe seu comentário!


Agradeço a ajuda dos amigos Andrey Mattos e Kaique Pedaes que colaboraram na criação desse texto.Em breve, a parte final com os times cariocas. Aguardem.

Texto de: Juan Oliveira. 
Revisado por: Andrey Mattos 

2 comentários:

Juan Fonseca disse...

Bom texto Juan. Espero ansiosamente o texto sobre os cariocas (vasco) kkk um abraço

Anônimo disse...

Muito bom, realmente a ponte é difícil de avaliar. Quero ler o próximo texto, que eu me identifico mais hahaha
Nathália Restier