Uma questão cultural. No Brasil, se algo dá
errado dentro das quatro linhas, as primeiras cabeças a serem cortadas são da
comissão técnica. Mais especificamente a do treinador. E essa constatação não é
de hoje. De 2003 até 2012, somente em times da Série A, foram nada mais, nada
menos, que 288 trocas! Isso mesmo amigos, 288!
O número assusta, é verdade. Mas
desde 2003 esse número vem diminuindo. No primeiro campeonato por pontos
corridos foram feitas 41 trocas, enquanto que no campeonato passado tivemos 18
trocas. Ao que parece, o “Brasileirão 2013” deve ultrapassar o número do ano passado.
Até a 24º rodada, durante a qual esse texto foi escrito, já foram efetuadas 17
trocas de treinador. Estes números dão a entender que até a 38º rodada mais
treinadores irão cair. A média de permanência de um treinador em um clube de
ponta do brasileirão é de 1 ano e 3 meses. Número elevado graças às seqüências
de Muricy no São Paulo e Tite no Corinthians.
Alguns treinadores são figurinhas
bem repetidas quando a história é troca de técnico. Vanderlei Luxemburgo, por
exemplo, de 2003 a
2013 já passou por 8 clubes diferentes da série A. Somente no Santos o
treinador tem 3 passagens no período. Emerson Leão é outro técnico bem rodado
no futebol brasileiro, 10 clubes diferentes foram treinados pelo ex-goleiro no
período de 2003 a
2013, sem contar suas passagens pelo Japão e Emirados Árabes. Finalizando o
jovem treinador Adilson Batista passou por 8 clubes da série A, sendo seu trabalho
mais duradouro no Cruzeiro, de 2008 à 2010.
Na Europa, até o fim da temporada
2011-2012, o cenário chega a ser utópico, se comparado ao brasileiro. Alex
Ferguson ficou a frente do Manchester United por 26 anos. Outro grande exemplo
da longevidade européia é Arsene Wenger. O francês está no comando do Arsenal
há 16 anos e 10 meses. Já David Moyes comandou o Everton por longos 11 anos.
Saindo um pouco da terra da rainha e indo para a Alemanha, temos Jurgen Klopp a
frente do Borussia Dortmund há 5 anos. Mas, no fim da temporada 2012-2013, a Europa
“brazilizou”. Seja por aposentadoria, troca, ou demissão o velho mundo viu 11
alterações de treinadores. Nomes como José Mourinho, Pep Guardiola, Carlo
Ancelotti e Rafa Benítez mudaram de ares.
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