Após uma Recopa diferente, decidida por times do mesmo país/estado/cidade mas em momentos bem distintos, mais um título foi parar na galeria alvi-negra, cada vez mais recheada.
Não se pode dizer que alguém achou que seria fácil, uma vez que "clássico é clássico e vice-versa", mas até certo ponto, o resultado final deste torneio era previsível. Isto não quer dizer, contudo, que foram jogos em que um time dominou absolutamente o outro ou foi brilhante em campo. Ambos ficaram abaixo do rendimento esperado, porém o Corinthians tem uma base montada e entrosada e um banco de reservas de respeito que decidiu o primeiro jogo. Quando tudo parecia que iria se complicar com as lesões de Danilo, Douglas, Renato Augusto (DE NOVO) e Sheik (além da lesão, a grande possibilidade de transferência que foi descartada esta semana após renovação do contrato), o departamento médico do Corinthians deu show de competência e comprometimento e deixou todos em condições de jogo. Enquanto isso, o adversário passa por uma página obscura de sua história, onde toda a desordem da diretoria vem se refletindo nos gramados.
Obviamente, muitas pessoas já disseram - imediatamente após o primeiro jogo - que a Recopa não vale nada, é um título insignificante, é um amistoso etc. Bem estranho isto. A partir do momento que vale taça, é título, é importante. Determina os rumos do clube para a sequência da temporada. O corinthiano continua vivendo somente e exclusivamente de Corinthians, mas de brinde tem conquistado uns canecos. Tudo por consequência de um trabalho brilhante dentro e fora dos gramados. Sobretudo fora. Desde 2010 poucas peças são modificadas e o padrão de jogo segue o mesmo. Obviamente, os resultados uma hora viriam. Vieram. E como vieram...
O jogo de ontem, como esperado, mostou um São Paulo extremamente frágil defensivamente, com um Ganso que parecia um patinho fora d'água e um Luís Fabiano nervoso e apagado. Do outro lado, um Corinthians paciente, com um Sheik louco pra criar confusão (mestre em ser troll), um Gil que há tempos não perde uma pra ninguém, um Cássio mais firme que no primeiro jogo na única vez em que foi exigido, um Ralf que não se importa em não ser coadjuvante mas é o equilíbrio da equipe, um Guerrero guerreiro, um Danilo sempre Danilo e um conjunto muito chato pra quem joga contra.
Domínio das ações, futebol pouco bonito ou empolgante - salvo raros lances -, mas eficiente como tem sido de costume nos últimos anos. Gols saindo na hora certa, linha de impedimento também. Vitória sem sustos e título incontestável.
Mais uma taça. E, finalmente, o reconhecimento da importância do Danilo: por parte do Tite, ao dar-lhe a braçadeira de capitão e a oportunidade de erguer a taça e por parte da organização do torneio, ao o eleger como o principal jogador da Recopa.
Se o primeiro semestre não foi perfeito devido à eliminação precoce e conturbada da Libertadores, foi com certeza vitorioso - apesar da Recopa ter se iniciado em 03/07. Segundo analistas, a nova listagem com o rankig dos melhores do continente terá novo líder, o Poderoso Timão. Ao Corinthians resta motivar-se para engrenar no Brasileiro e entrar forte na Copa do Brasil. Ao São Paulo, arrumar a casa e responder questões básicas:
- Como mudar?
- O que mudar?
- Com quem mudar?
- CPF na nota?
Vai, Corinthians!!!
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