15 de mai. de 2013

Parabéns Raí, o "Terror do Morumbi" !!!



Comecei a frequentar o Morumbi quando tinha 9 anos, em meados de 1987 nas cativas que meu padrinho Fernando sempre teve. Jamais esquecerei do primeiro jogo da final do Campeonato Paulista daquele ano, São Paulo F.C. 2 x 1 SCCP, não só pela vitória, mas por outros motivos que viria a me dar conta somente anos depois.
Eu estava chateado pois Waldir Peres era o goleiro do Corinthians naquele jogo. Não o vi atuar pelo Tricolor, mas as histórias contadas sobre ele sempre me fascinaram, o tinha como ídolo mesmo assim, mas estava chateado por vê-lo com a camisa do rival.
Durante o jogo, meu padrinho chamou a atenção para um cara que estava sentado na fileira bem atrás de nós. Me explicou que era um jogador recém contratado pelo SPFC e que era irmão do Dr. Sócrates, seu nome era Raí.
Na entrada do jogo, eu havia comprado uma pequena flâmula, meu padrinho então, sugeriu que eu fosse até ele pedir um autógrafo. Fui até ele, que gentilmente assinou minha flâmula.
Ao chegar em casa, contei a novidade a todos, eu tinha um autógrafo de um jogador do meu time !!! Eu não o conhecia, nem havia visto ele jogar ainda, mas era um jogador do meu time...era um autógrafo!!!
Naquele dia, a tristeza por ter visto Waldir Peres com a camisa rival foi totalmente amenizada pela vitória que nos deixou a um empate do título e também pelo autógrafo do "desconhecido" Raí.
Alguns poucos anos se passaram, e eu já frequentava com meus amigos a arquibancada azul do Morumbi em inúmeros jogos.
O desconhecido Raí, já havia virado o "Terror do Morumbi" nas mãos do Mestre Telê.
Em 1991, o vi jogando contra o mesmo SCCP  e marcando 3 gols na final do Paulista. Um deles, um golaço de fora da área que jamais minha memória apagará.
Era ídolo incontestável, querido por todos nós e admirado até por rivais.
Saiu da sombra do irmão famoso, o superou em número de títulos (no futebol jogado, é difícil dizer quem foi melhor) e se eternizou como o maior ídolo tricolor da minha geração.
Raí levantou duas Libertadores da América, um Mundial (passeando sobre o poderoso Barcelona) e outros inúmeros títulos. Foi reinar em Paris. Voltou ao clube do coração e nos mesmo dia em que desembarcou em Cumbica, vestiu o manto tricolor...marcou o primeiro, dos 3 gols contra o SCCP (mais uma vez) na final do Paulista de 1998. Mais uma taça era erguida graças a ele.
Em 1999, também contra o SCCP, perdeu dois pênaltis na semi-final do Brasileirão.
Mas e daí?  - Se alguém poderia perder até 10 penais naquele jogo, esse alguém seria Raí.
Nada mudaria sua imagem, sua idolatria, sua devoção ao Tricolor do Morumbi.
Se despediu com o título Paulista de 2000, sobre o Santos.
Raí escreveu com toda a dedicação que podia, sua história no clube.
Tem um camarote com seu nome no Estádio onde a torcida gritava seu nome em uníssono.
Frequenta os jogos, é embaixador do São Paulo F.C. mundo afora.
Esteve junto com a delegação Tricolor no Mundial de 2005.
Administra juntamente com o amigo e ex-craque tricolor Leonardo, a  Fundação Gol de Letra , projeto tão belo quanto foi seu futebol ao longo da carreira.

Raí completa hoje 48 anos.
A flâmula? Infelizmente a perdi em uma mudança...cheguei a chorar por isso.
Mas as memórias me acompanharão enquanto meu coração vermelho, branco e preto bater.

Parabéns "Rei Raí", parabéns, "Terror do Morumbi" e obrigado pelas alegrias proporcionadas a este que escreve e a toda Nação Tricolor !!!!

2 comentários:

Anônimo disse...

Lindo Post Gian. Vida longa a Rei Rai...esse sempre honrou e MUITO nossa camisa !!!!!

Gian Perella disse...

Comentários anônimos foram excluídos devido a algumas pessoas que não tem hombridade de se identificar.