9 de out. de 2012

A Fantástica Fábrica de Dinheiro do Mundo Árabe: Entrevista com Victor Canedo do Globoesporte.com



Ainda sobre o tema abordado sobre o dinheiro árabe no futebol, o Blog das Torcidas foi atrás de mais opiniões sobre o tema. Victor Canedo, jornalista do “Globoesporte.com” do núcleo de Futebol Internacional foi quem nos concedeu uma entrevista:

Blog das Torcida - Os fundos de investimentos árabes entraram com força no cenário do futebol. Manchester City e PSG hoje são os expoentes desse modo de negócio. O dinheiro investido em reforços, faz desses clubes os mais fortes do cenário europeu?

Victor Canedo - Ainda não. O Manchester City só foi ter uma grande equipe, um grande plantel, com alguns anos de investimento. O time era mediano e precisou ganhar muitos reforços. E não se faz isso em uma, duas janelas de transferência. Fora que o clube gastou desesperadamente no ataque, demorou a balancear os reforços. No caso do PSG, já com outros exemplos, a tendência é vermos um time encorpado com mais rapidez. Para estar disputando título da Liga dos Campeões em um ou dois anos.

BT - Alguns clubes europeus não são geridos por árabes, mas são patrocinados por empresas do mundo árabe. Esse clubes também são os que mais gastam em reforços, que muitas vezes não dão o retorno esperado. Você acha que essa montanha de dinheiro sega os cartolas? Um exemplo disso foi a passagem do Robinho pelo Manchester City?

VC - O Manchester City naquela época precisava de um símbolo, um grande nome. Ao passo que outros grandes recusariam a proposta, Robinho, já sem um grande futuro no Real, aceitou. Ele não foi o melhor do mundo como sonhava em ser - longe disso, aliás -, mas ajudou o City a ser colocado num patamar maior.

BT - A UEFA tentando ajudar a vida financeira dos clubes, criou o Fair Play Financeiro. Alguns dos clubes já articulam formas de burlar essa nova regra. Você aja que essa medida vai pegar? E para quem ela é positiva ou negativa?

VC - A Uefa está corretíssima, faz a parte dela. Mas é óbvio que os clubes que lavam dinheiro a rodo darão o seu jeito. É um aumentando o patrocínio, outro injetando mais dinheiro... Por debaixo dos panos sempre será difícil provar irregularidades. E os donos não estão nem aí em 'perder' esse dinheiro.

BT - Até agora os sheiks bilionários investem pesado na Europa, mas o Brasil, que tem um mercado enorme em questão de futebol, ainda não foi explorado por eles. Na sua opinião qual o motivo dessa não entrada e uma vez aqui, esse modelo de gestão daria certo no Brasil? Seria a salvação dos clubes daqui?

VC - As dívidas são enormes, seria interessantíssimo que o mercado brasileiro fosse explorado nesse sentido. Mas ao mesmo tempo é perigoso por conta das falcatruas, do mercado sujo. Para isso acontecer é preciso que a liga brasileira ganhe ainda mais visibilidade. Estamos muito longe das ligas tops da Europa ainda em termos de vitrine.

Muito obrigado ao Victor Canedo que nos concedeu esta entrevista. Agora queremos suas opiniões aqui nos comentários! 

Um comentário:

Anônimo disse...

Dinheiro do petróleo investido com fins religiosos. O rico domina sobre o pobre. A riqueza negra usada com este único propósito. A França será maioria mulçumana em poucos anos. Inglaterra e França estão numa rota irreversível. A paixão do mundo é o futebol, logo, para se colher religiosamente, tem de haver uma semeadura.