Até este presente dia, sempre usei essa coluna e o twitter para deixar clara a diferença entre a preocupação com a qualidade do time e a preocupação com a situação do time.
Até este presente dia.
Meus amigos, aquela partida de torneio-de-beira-de-estrada que vimos ontem marcou justamente o ponto em que a situação, pra mim, se tornou desesperadora. Pela primeira vez vejo o Cruzeiro realmente beirando o abismo e dependendo da coisa que mais abomino no futebol: política. Isso porque simplesmente não há mais recursos.
Se o Avaí tivesse um pouco mais de qualidade, se seu principal jogador não fosse um pereba ex-gaylo, se o Willian tivesse emagrecido umas 300g antes do jogo, se o tal garoto Diego tivesse entrado uns minutos antes ou se apenas o time deles desse um pouco mais de sorte, sairíamos GOLEADOS. O que o Cruzeiro desrespeitou o Futebol como esporte, ontem, não tá escrito. Você pode chamar de exagero - mas eu estou apenas a descrever o time. Se não quiser ler, pule o próximo parágrafo.
Apatia foi só o começo: os jogadores perdiam a bola - ou nem chegavam a disputá-la - e já desistiam do lance. Roger veio à mente? Pois é, o homem-rider tirou tanto o pezinho das divididas que até caneta ele levou. Isso sem dizer na arregada-generalizada pro juiz que ameaçou o Fabrício de expulsão, logo no começo do jogo. Displicência foi mato. O tanto de passe errado, corte mal feito pro pé do adversário e chance desperdiçada não se vê nem em escolinha de futsal de colégio de freira. Uma falta de consideração completa com a torcida, de quem Diego Renan e Wellington Paulista só são merecedores de um movimento pra que abandonem suas MISERÁVEIS carreiras baseadas apenas em não matar UMA bola, cair, perder dividida, reclamar do árbitro, chutar pra fora e se fazer de vítima: "Oh, que pena, ela não entrou dessa vez...". Farias, se não foi igual, é pior que eles. Incompetência é o nome do meio de Vágner Mancini. E, se tivesse um apelido, seria "espírito de perdedor". O intelectualmente limitado projeto de técnico de futebol entra em campo somente para transformar sua protuberante queixada em uma cara de perdido digna de um Framboesa de Ouro. É o reflexo EXATO da diretoria atual!
Porém, o PIOR de ontem, foi mesmo o resultado. Este empate-derrota nos deixa numa situação em que, muito provavelmente, teremos um ex-clássico na rodada final no melhor estilo matar ou morrer.
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De um lado, um time nem de longe
digno de vestir a camisa azul, cheio de desfalques e incompetentes, sem
técnico, nem diretoria, nem conjunto, nem tempo pra se acertar.
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X
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Do
outro, um eternamente ferido adversário, que há 40 ANOS não comemora nada que
valha nota, que foi rebaixado, que apanhou da gente igual boi-ladrão nos
últimos 20 anos, doido por uma revanche e que tem nosso ex-técnico (que
conhece bem nossos recursos) comandando jogadores medianos que vem se
acertando como equipe a cada jogo.
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Quem ganhar, não só fica na série A como manda o inimigo pra série B. E aí, entendeu agora meu exagero?
Bom, vou ficando por aqui, senão ninguém lê o texto, de tão grande. Mas me despeço com um alerta: se jogarmos o triplo do que jogamos ontem, perderemos em casa do Atl-PR. Isso sem entrar na questão "Qual será a zaga?"
De orelha em pé (de guerra),
@Raposao
Abaixo, #1TweetPraCada de ontem:

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