Caríssimos Soberanos, uma segunda-feira em vermelho, preto e branco a todos vocês.
Ontem foi dia de "Majestoso" no Pacaembú e nossos rivais riam e riam sem parar, tudo por causa daquela taça que eles quebraram, aquela que eles demoraram mais de cem anos para conquistar e agora que tem uma, acham que se igualam ao São Paulo Futebol Clube.
Tudo porquê, querem, sempre quiseram ser como nós.
Querem Libertadores, querem ser campeões do Mundo de verdade, querem um estádio, querem "reconhecimento internacional", querem um goleiro como Rogério Ceni.
Agora até idolatram o tal de Cássio, que no final do jogo de ontem foi pedir a camisa do M1TO.
Confesso que me assustei nos primeiros minutos, não com o Corinthians indo para cima e sim com a insegurança da defesa tricolor, que tocava a bola de lado e deixava Emerson e Romarinho cercarem nossa saída. Quando Paulo Assunção perdeu a bola que culminou no gol de Emerson, a coisa parecia ter piorado, o desespero tomou conta da zaga devido as sucessivas bolas perdidas de bobeira, mas nessa hora consegui ver o olhar de Denílson transparecer segurança e confiança em uma virada.
Logo, nosso volante contagiou o time, que começou a jogar de verdade.
Rogério M1TO Ceni, dispensa avaliação, está acima dos mortais SEMPRE.
Rafael Tolói e Rodolfo se agigantaram ainda mais e começaram a dominar a defesa.
Ney Franco inverteu muito bem os laterais e tanto Douglas como Paulo Miranda tomaram conta da marcação e subiam ao ataque com perigo.
Denilson e Paulo Assunção desarmavam, fechavam o meio de campo e faziam a ligação com o ataque.
Maicon e Jadson chamavam a marcação e davam precisas assistências.
Lucas infernizava Chicão e Paulo André...e Luis Fabiano fez os corinthianos se desesperarem.
Após tabela com Lucas, Fabuloso chegou na cara de Cássio e não perdoou, tocou para o fundo do gol, no contrapé. Era o seu cartão de visitas, praticamente dizendo para a torcida adversária "Não comemorem nada, eu estou aqui..."
A partir do empate, o jogo que parecia perdido começou a ganhar ares de final, de decisão.
E era. Era a decisão de um time só, a decisão do São Paulo Futebol Clube de querer ganhar o clássico e reconquistar de vez os torcedores.
A segunda etapa foi aberta para os dois lados, mas o tricolor tinha muito mais segurança e foi assim, muito seguro, que Luis Fabiano recebeu um espetacular passe de Jadson e na cara de Cássio, deu o famoso "drible da vaca" no goleiro alvinegro e já sem ângulo, tocou para o gol. O gol da virada.
A partir daí foi só garantir o resultado tocando bem a bola e deixando o adversário desesperado, procurando o empate que não aconteceria.
Não ontem.
Não com o time focado em ganhar daqueles que querem ser como nós.
"Sheik" ?? Luis Fabiano é Rei, é raça, é técnica, é o verdadeiro matador que aparece nos grandes jogos. É 100% tricolor, veste a camisa com amor.
Quando veio, em 2001 foi escolhido pelo São Paulo.
Quando voltou, em 2011, escolheu o São Paulo.
É uma relação de amor fiel ao clube, coisa para pouquíssimos.
Quem o critica, não entende nada de futebol.
Muitos já quiseram e ainda querem ser como nós.
O Internacional tentou, ainda tenta, e não consegue.
O Santos de Neymar e Ganso com ajuda da história escrita por Pelé e Cia na longínqua década de 60 também tentou.
E os dois até estiveram perto, nem assim conseguiram...porquê então "eles" conseguiriam?
E que o dia de ontem, oxalá, tenha sido um ensaio para a Recopa 2013.
Como nós, Soberanos?
Nunca serão.

Um comentário:
Quanto tempo eu sonhava com isso: que agora a freguesia mude de lado...
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