11 de abr. de 2012

Protagonistas x Coadjuvantes

Esse não é um Post sobre qualidade técnica. Não mesmo. É um post sobre personalidade em campo. Venho defendendo os jogadores alvinegros desde o começo do ano, acreditando que sim, temos um bom time nas mãos. Temos jogadores que podem fazer a diferença. Porém, cada vez mais noto nos jogadores alvinegros a falta de um protagonista. Aquele jogador que se destaca não só pelos lances belos, mas sim pela raça, disposição, concentração e liderança. Aquele jogador que dá bronca quando tem que dar, que quando faz um gol incendeia a si, seus companheiros e a torcida. Aquele jogador que é constantemente destacado pela mídia e pelos torcedores. Aquele que assume a falha na derrota e é exaltado na vitória, mesmo não fazendo nada tão excepcional. Um líder, o protagonista. Quem que podemos classificar como assim no atual time?

Réver é nosso capitão. Acho ele um excelente jogador, porém, me parece “tímido” em campo. Quando cobra, xinga. Tenta liderar, mas parece sempre estar em campo mal-humorado. Não traz empatia com a equipe, ou se traz, não vejo.

Nossos atacantes titulares são coadjuvantes natos. Destacaram-se quando não eram cobrados como craques, e sim exaltados como revelações. Não souberam lidar com pressão, nem impor em campo seu espaço. Têm qualidade, indiscutível, porém, quando estão sobre pressão, desmoronam. Erram, ficam nervosos, não assumem a posição de protagonistas. Acuam-se, sofrem com a marcação, não se inflamam e muito menos inflamam a torcida. Guilherme se destacou sem ser o “badalado” da equipe, enquanto André jogava junto à Neymar e Ganso, o que ele fizesse era lucro. Não recaia sobre eles a pressão. Agora vieram para o atlético para serem os destaques, e vêm se mostrando “mimados”.

Nossos volantes são batalhadores. Guerreiros implacáveis. Mas tampouco são protagonistas. Não causam temor aos adversários. Aparecem com belos desarmes, mas pouco com relação a personalidade.

Existem três jogadores que acredito podem ser protagonistas nesse time: Bernard, Neto Berola e Danilinho. Bernard não se omite, busca chamar a responsabilidade para si e trazer o time junto. O problema é que ainda não impõe tanto respeito com seus companheiros, pela idade e inexperiência. Fica a mercê dos mais desleixados da equipe. Neto Berola inflama quando entra em campo, só que as vezes até demais. Perde a cabeça, reclama com arbitro, xinga todo mundo, e acaba, quando a pressão está enorme na equipe, a até causar nervosismo nos companheiros.

Cabe então ao Danilinho assumir essa responsabilidade. No clássico, procurou incendiar a equipe. Deu entrada dura, fez gol, deu assistência e foi centro das atenções adversárias. Fez com que um galhardo se rebaixasse ao nível abaixo de lutador de UFC (porque até no UFC aquele tipo de agressão é proibida). Quando ele saiu, já exercia este papel na equipe. Se voltar a liderar a equipe, será bem vindo. Mesmo sem tanta qualidade técnica.

Temos um time de coadjuvantes. Bons jogadores que, sem liderança, se perdem em campo. Jogadores que são displicentes quando lhes convém. falta um protagonista. Um líder. Alguem que seha respeitado, e que puxe para cima e dê personalidade à equipe. Que cobre atenção de seus companheiros e que honre a camisa alvinegra.

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