18 de mar. de 2012
Ta faltando futebol
Postado por
Mari Sawczuk
Dois jogos do Atlético, que apontam o mesmo problema. Precisamos de reforços.
Diante da equipe do Sampaio Correia, a classificação veio, com o regulamente embaixo do braço, o placar magro de 1 x 0 classificava o Furacão e foi isso que aconteceu.
Diante da equipe do Roma, o futebol afobado, os passes errados ( vários), as invenções do Carrasco, e pasmem, a superioridade em campo do time do interior, foram determinantes para o empate.
Com vaga garantida na final, por ter vencido o primeiro turno, o Atlético vem apresentando um futebol bem abaixo do esperado no returno, levantando uma suspeita - Será que não é um campeonato de cartas marcadas?
Apenas depois do último jogo saberemos.
Fica evidente a fragilidade do Furacão, que jogadores terão que ser contratados, agora é difícil, pois os campeonatos estaduais estão a todo vapor, mas nomes já devem ser sondados.
Segunda divisão é difícil, competição complicada, jogos em cidades distantes, o desgaste é grande, e sem um bom banco de reservas, nenhum time consegue uma boa participação na competição.
Hoje o Atlético não está pronto, com esse elenco veremos mais do mesmo e voltaremos a viver em um mundo de horrores a cada jogo.
Alguns reforços estão chegando, Alan Bahia voltou, Gabriel Marques, estreou, mas ainda é pouco.
O time tem que entrosar, tem que jogar unido e não afobado e tentando de forma desorganizada resolver o problema.
Um time afobado é melhor que um time omisso, mas nem sempre a afobação resolve, na maioria dos casos, é um problema.
O empate pelo campeonato paranaense, não foi justo, pois a equipe do Roma jogou melhor.
Contra o Cianorte no próximo final de semana, Carrasco deve promover algumas mudanças na equipe, em busca do time ideal e para quem sabe voltar a apresentar o futebol do primeiro turno.
Pela Copa do Brasil, o próximo adversário é o Criciúma.
Clube Atlético Paranaense, 88 anos.
1968, trouxe um super time e uma revolução no futebol.
O presidente do Atlético, era Jofre Cabral e Silva, grande e marcante nome na história atleticana. Jofre não queria montar um time para participar do campeonato e sim para disputar o título, assim percorreu times paulistas, atrás de jogadores. Em uma visita ao Parque Antártica, ele conheceu Djalma Santos, com quem começou a conversar e contar " causos" e dizer o quanto estava disposto a pagar para montar um time, o quanto que o Atlético iria desembolsar para cada jogador e sondou se Djalma não teria um nome para indicar, até que Djalma diz: " porque não oferece, esse dinheiro para mim?" Jofre não pensou duas vezes " Está oferecido". Mas nessa ocasião, o jogador não podia deixar o time do Palmeiras, mas vestiu o manto sagrado mais tarde.
O time estava começando a ser montado, Sicupira, vindo do Botafogo-SP, se juntava a equipe, para se tornar anos mais tarde, o maior artilheiro da história do Atlético.
O campeonato aconteceu e a dupla Atletiba, terminou empatada em pontos (36) precisando acontecer os jogos finais.
O Coxa, venceu a primeira partida. Uma segunda partida, aconteceu na Vila Capanema, o Atlético vencia por 1 x 0 até os 45" do segundo tempo, quando Paulo Vecchio, subiu de cabeça e empurrar a bola para o fundo das redes atleticanas, igualdade no placar e festa alvi verde, pela conquista do campeonato.
Jofre foi um presidente revolucionário, no dia 02/06/68, dia em que o Atlético, perdia para o Paraná ( não o Paraná Clube, mas um clube do interior de Londrina) no momento que o time londrinense tomava a dianteira do placar, Jofre Cabral e Silva sofreu um infarto fulminante.
Enquanto o time lutava em campo, Jofre não venceu a morte e deixou o Atlético e seus torcedores orfãos de um presidente aguerrido e vencedor.
Jofre, exemplo de dirigente, de luta, de determinação em prol um amor vermelho e preto, autor de uma frase que é passada de geração a geração como um legado aos torcedores.
" Não deixem nunca morreu o meu Atlético"
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