Ontem foi uma noite para cumprir obrigação e tabela em La Paz diante do Bolívar.
Como já escrevi anteriormente, o time paceño é tradicional no torneio, mas longe da altitude é bem limitado.
Ney Franco manteve o time base que atuou no primeiro jogo, incluindo apenas Paulo Miranda na lateral e deslocando Douglas para a posição de Aloísio.
No primeiro tempo o São Paulo partiu para cima e abriu vantagem de três gols, mas já no final da etapa, o cansaço era visível e o time apagou levando uma virada histórica de 4x3 de um time habituado aos efeitos da altitude e que nada sentiu, estando inteiro na segunda etapa.
Vale destacar que o Bolívar virou o jogo sem nenhum tipo de apelação, sem violência e sem catimba.
Tudo na bola e no fôlego de dragão de seus jogadores.
Na Libertadores, há de se levar certas lições para casa e nesse caso a lição é dosar melhor o fôlego a 3600 metros de altitude, até porquê agora na fase de grupos o time voltará ao mesmo local para jogar contra o The Strongest, eterno rival do Bolívar.
O primeiro jogo da próxima fase será em Belo Horizonte, contra o Atlético Mineiro, provavelmente já no Mineirão.
Se der a lógica, os dois clubes brasileiros se classificarão as oitavas, mas é preciso ter muita atenção no Arsenal de Sarandí-ARG , um time não tão tradicional como os gigantes argentinos, mas com experiência em torneios internacionais e pode surpreender.
Quanto ao The Strongest, deve mesmo apenas figurar se a lógica for obedecida...mas ontem tivemos uma nova amostra do que é jogar na altitude de La Paz.
Enfim,parafraseando o M1TO, Libertadores é isso aí, se fosse fáci não seria Libertadores, e sim um torneio qualquer.
Rumo ao Tetra !!!
Twitter: @gianperella

Um comentário:
Que finalmente o Tricolor aprenda com essa derrota e não bobeie lá na frente: afinal, não teremos novamente isso de ganhar por 5x0 e podermos perder como perdemos na última quarta.
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