3 de out. de 2012

O Morumbi já nasceu gigante

Caros Soberanos, por mais questionável que seja o terceiro mandato de Juvenal Juvencio na presidência do São Paulo FC, temos que nos curvar diante da atual modernização do Morumbi.
A conclusão das obras ocorrerá em 2014 e teremos um estádio perfeito em todos os sentidos, sem qualquer centavo vindo de cofres o públicos.

A cobertura enfim teve seu alvará definitivo e já será iniciada.



O Morumbi completou 52 anos e a modernização é perceptível a qualquer torcedor que frequente o estádio;

Em tempos de planos e planos para a Copa do Mundo em 2014, fala-se muito da verba pública destinada a construção do Estádio em Itaquera e muito se falou ao longo dos 52 anos do terreno onde hoje está a nossa casa, o Estádio Cícero Pompeu de Toledo.
A mentira contada várias e várias vezes por rivais mal informados até hoje tenta "virar verdade".

Para aqueles que pouco lêem a respeito e criam um conceito baseado no que escutam sem apurar fatos e documentos, para a construção do Morumbi, o terreno do Canindé (onde o SPFC jamais jogou apesar de proprietário do terreno)  fora vendido em 1955 por Cr$ 12.000.000,00 . 

Ainda em 1950, a diretoria do São Paulo ouvia um "não" do então prefeito da cidade de São Paulo, Armando de Arruda Pereira, sobre a possibilidade da construção do novo estádio em um terreno em que hoje se encontra o Parque do Ibirapuera. Em verdade, o fervoroso interlocutor que influenciou a decisão de Arruda Pereira foi o futuro prefeito Jânio Quadros, então vereador.
Os dirigentes do São Paulo FC: Luís Aranha, Cícero Pompeu de Toledo e Marcel Klaczko rumaram para uma entrevista com então o diretor do Banco Brasileiro de Descontos, Laudo Natel (que na ocasião NÃO era Governador do estado de SP, como alguns dizem - função exercida após o a construção do Morumbi, com seu primeiro mandato em 1966). 





A príncipio, Laudo gostou da proposta. Estudou a condição financeira do clube e percebeu que era necessária uma forte intervenção para que fosse possível iniciar tamanha empreitada:

A busca por um terreno compatível com o grandioso plano dos dirigentes para a construção do estádio prosseguiu até 1951, quando Luís Aranha, Cícero Pompeu de Toledo e Breno Caramuru passaram a apostar todas as suas fichas no chão de barro vermelho de um bairro que estava por nascer.
Inspirado na Lei n° 58, que regulamentava loteamentos, Luís Aranha conseguiu uma entrevista com o presidente da Imobiliária e Construtora Aricanduva, pleiteando que a área a ser destinada para parques e jardins fosse destinada ao São. Paulo FC.
Dirigentes do São Paulo Futebol Clube, já tinham adquirido 50% do terreno idealizado para a construção e em 04 de agosto de 1952, eles tiveram uma reunião com o prefeito Arruda Pereira, onde se acertaria a doação de um terreno de quase 100 mil metros quadrados da Imobiliária Aricanduva no Morumbi para o São Paulo Futebol Clube., correspondentes aos outros 50% do terreno.





Ênfase: Da Imobiliária Aricanduva para o São Paulo. Como se vê no documento oficial: a prefeitura foi somente interveniente, ou seja, mediadora e avalizadora do negócio. E isso, graças a uma cessão de parte do terreno do Canindé à prefeitura para a construção de uma das estradas Marginais do Tietê - inaugurada pouco tempo depois, 1957.

Ao lado, a escritura, atestando a veracidade dos fatos.

A verdade documentada, e não a mentira repetida que inutilmente insiste em querer "virar verdade"


O Morumbi cresceu, não o estádio, o bairro.

Verteu para além do terreno, com os mais e os menos favorecidos que lá vivem.
Cresceu em função do clube que era o "caçula" da capital, aquele que não ameaçava ninguém, aquele que era o patinho feio de todos os outros.
E o São Paulo FC cresceu também, e se agigantou perante a todos os outros, ultrapassando as antigas ruas de barro do Morumbi, ganhando o estado, o país, a América e o Mundo.

E fez jus a frase entoada em seu hino,São Paulo Futebol Clube, "dentre os grandes, és o primeiro".

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