11 de out. de 2011

Cruzeiro x Joel Santana



Amanhã, Fábio; Vítor, Léo, Victorino e Everton; Charles, MParaná, Montillo e Roger; Keirrison e Wellington Paulista entram em campo ostentando as cinco estrelas brancas sobre o manto azul contra o Bahia.


Fiel escudeira do Joel
Nós, porém, temos que admitir que nossa atenção se desvia um pouco além do normal para o banco de reservas adversário. Ali, provavelmente debaixo de um calor insuportável, espiaremos um sudorento e desastrado ex-técnico em atividade manejando sua famigerada prancheta. É Joel Santana, a berros e performances teatrais, comandando o time soteropolitano.

Uma análise superficial desde o começo do ano mostraria o promissor Bahia decaindo ao longo do campeonato. Um junta-junta de jogadores experientes e tarimbados no futebol brasileiro com alguns jovens destaques rejeitados por grandes clubes, mas passando a idéia de que o time de fato investiu e se preparou. Hoje sem o agudo Jobson e tendo no ainda mais problemático Carlos Alberto seu principal destaque, o tricolor puxa a "fila dos rebaixáveis".

E apesar de jogar em casa, é certo que o Bahia não seria um obstáculo difícil para o Cruzeiro. É aí que entra o pesado Joel.

De posse de todos os detalhes e características do nosso já sem-segredo Cruzeiro, o velho barrigudo pode surpreender, sim. Inclusive já começou sua ensebada estratégia de divulgar Souza como dúvida, treinando o time titular sem este seu pupilo de longa data. Outro perfil de seu comando que podemos esperar é o trio de zagueiros - mais uma vez, descaracterizado no coletivo pré-jogo. A combinação entre essas duas ações de jogo denota que Joel almeja uma tática contra a qual o Cruzeiro se mostrou inofensivo nos últimos 3 ou 4 anos: gol logo no começo e retranca total, saindo nos contra-ataques.

À China Azul resta esperar que Vagner Mancini não entre na casinha-de-caboclo e traga ao Pituaçu uma versão melhorada do time que enfrentou o juiz, digo, São Paulo, na última rodada. WP figurando entre os titulares não é algo lá muito animador mas... fazer o quê? Não tem tú, vai tú mesmo. Entre Farias e ele, temos que revezar a raiva que a gente passa. Se liga aí então, Mancini. MParaná não é ninguém que vá surpreender no meio. Keirrison só faz gol se o gol já estiver feito. Vamos ter Paulo Miranda e Titi - o bom e o bruto - em cima do Montillo.

Tática, professor, TÁTICA!

Sempre de orelha em pé,

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