
Co-guerreiros,
Muito pertinente a manifestação do Fabrício na coletiva logo após o jogo entre Cruzeiro e Santos, na rodada passada, lamentando sua inexplicável expulsão. Entendi que ele pugnava pela profissionalização da arbitragem, uma vez que os árbitros no Brasil não são meramente “árbitros”, mas sim profissionais de outras áreas, como odontologia, administração, funcionalismo público, etc., que fazem uma boquinha nos fins de semana para defender um suculento e necessário troco.
Verdade é que o Fabrício tem razão e renovou um tema muito interessante para o futebol, que merece ser discutido: por que não profissionalizar e o que impede a profissionalização da arbitragem?
O árbitro, assim como os jogadores, teria mais zelo, empenho e responsabilidade na atividade para a qual estaria disponível, em caráter “profissional”. E, o melhor, seria punido com a mesma severidade a que se submete o jogador, restando-lhe, enfim, pautar por maior isenção, competência e, principalmente, compromisso na condução dos jogos sob seu comando, sujeitando-se a penalidades, suspensões, multas e indenizações, além de se ver moralmente desgastado.
Enfim, profissionalização é tudo que este Brasil está precisando... até mesmo (leia-se "principalmente") no futebol... Quem não sabe disto?
Tomemos um exemplo no Brasileirão 2010, quando as arbitragens tomaram o título do Cruzeiro. Não interferiram somente nos resultados dos jogos, no Rio, contra o Botafogo e, em São Paulo contra o Corinthians, não! Interferiram, diretamente, no resultado do campeonato tirando-nos pelo menos cinco pontos com os quais seríamos campeões. Aliás, bastaria que não errassem tanto e que não nos tirassem tantos pontos, pois nos ressentimos tão somente de dois pontos que nos eram devidos e, via de consequencia, necessários ao título. Querem ver outro exemplo. Pois bem, já caiu no esquecimento o fantástico serviço que aplicaram no Cruzeiro no jogo contra o Internacional lá no Beira Rio neste Brasileirão 2011.
Portanto, Fabrício tem sim razão na sua fala. Se não abraçado por todos, o tema provocará pelo menos reflexão aos que amam o futebol e quem sabe ficará como um embrião germinado para uma retomada de posição daqueles que governam o futebol brasileiro e dos "André Loffredo" da mídia.
Estamos de orelha em pé.
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